terça-feira, 2 de junho de 2015

O Amigo Bruxo- Capítulo Um

Capítulo Um
O aluno novato


    Rua Ágata, nº13, nesta casa velha, grande e que parece um castelo, vive uma família de bruxos, mas não de bruxos comuns, uma família de bruxos justiceiros, ou seja, usam magia para o bem e seguem uma tradição à risca.
Apenas duas pessoas não seguem essa tradição: Maria Wilcox e Max Wilcox. Maria porque é humana, (e como tal, fica impedida de fazê-lo). Seus cabelos são escuros, os olhos verdes, magra, alta e tem um filho de dezessete anos chamado Willian Wilcox.
Max não segue a tradição, pois acha que deve-se usar a magia para fazer mal  as pessoas  e também por considerar os seres humanos inferiores aos bruxos. Ele tem cabelos loiros, olhos claros, é musculoso, mas não muito, alto e tem dezessete anos, a mesma idade de Willian seu primo bastardo.
Willian tem cabelos escuros, olhos verdes, é musculoso com os braços e pernas fortes, tórax e abdômen bem definido. Seu pai, Tadeu Wilcox tem os cabelos e olhos escuros, é magro, alto e é um bruxo, e é por esse motivo que Max considera Willian um primo bastardo, pois ele é meio humano e meio bruxo.
Tadeu Wilcox vive quase o tempo todo dentro do seu escritório.
Os pais de Max não moram nesta casa. Moram em Roma e chamam-se Emília e Alexandre Wilcox
A tradição dessa família começou com Melissa Wilcox, uma bruxa justiceira que discordava de seu pai, Francis Wilcox que fazia uso de sua magia para o mal com um medalhão mágico poderoso. Ele foi queimado na fogueira da Inquisição por magia negra e bruxaria. Foi então que Melissa começou a fazer justiça pelas pessoas diferentes e passou essa tradição para o seu filho, e essa tradição continuou até os dias atuais.
Em uma segunda-feira monótona, Maria acordou, levantou, foi até o quarto de Willian e o acordou. Vendo-o se levantar, saiu e foi até o quarto de Max para acordá-lo. Após Max se levantar, Maria foi para a cozinha e os dois garotos a acompanharam ainda meio sonolentos e cansados. Willian meio sonolento perguntou à mãe o porquê de terem acordaram tão cedo.
--Vocês vão para uma escola de pessoas comuns—disse Maria com um sorriso bondoso.
--Eu não vou para uma escola de pessoas inferiores—disse Max com raiva dos humanos.
--Ah, você vai sim, Max—disse Maria com um tom de voz autoritário. —Seus pais me deram carta branca para cuidar de você, agora vá para o seu quarto e vista a roupa que eu separei para você.
A casa Wilcox tem seis cômodos: o quarto de Maria e Tadeu, o quarto de Willian, o quarto de Max, a sala, a cozinha e o escritório de Tadeu
Max foi para o seu quarto, tirou o pijama e colocou a camisa branca com calça jeans preta. Willian que também voltou para o seu quarto e tirou o pijama e colocou a uma camisa azul com a calça jeans preta.
Max e Willian voltaram para a cozinha, cada um com uma mochila nas costas e viram sobre a mesa um café da manhã delicioso e nutritivo. Tinha biscoitos de aveia e mel, leite de soja, pão integral e adoçante para adoçar o leite.
Eles comeram metade de cada coisa e ainda levaram a outra metade para a escola, para o lanche do intervalo.
Antes que eles saíssem, Maria chamou Willian e disse-lhe cochichando:
--Faça um amigo diferente e traga-o para casa.
Maria lançou um olhar bem severo contra Max.
Willian e Max foram para a escola com o endereço que Maria lhes deu:


Escola Sabres de Assunção
Rua Raddington números 15 e 16




Quando chegaram, cada um foi para a sua turma: Willian para o 3º HI e Max para o 3º HA.
Quando entrou na sala, Willian percebeu que as garotas não tiravam olhos dele por causa do seu físico, mas ele não foi para a escola com o propósito de arranjar uma namorada, e sim um amigo diferente de todos. Ele observou toda a turma atentamente e viu um garoto obeso, cabelos escuros, olhos azuis claros, alto, de dezessete anos chamado Daniel Carson.
Daniel era discriminado por se obeso e era xingado por quase todos da sua turma. Uma boa parte o xingava de vários nomes e a outra o defendia, mas por interesse, pois na hora do lanche queriam partilhar das coisas saudáveis que ele trazia como, maçã, sanduíche natural e leite de soja adoçado com adoçante, coisas que ele trazia porque estava de dieta.Mesmo percebendo as intenções dessas pessoas que o defendiam, ele dividia o lanche com eles mesmo assim.
Willian ficou interessado em Daniel para ser seu amigo, e Daniel achava que aquele menino musculoso iria xingá-lo também.
Quando a professora de Português, Ana Croft, uma magricela de cabelos claros e olhar severo entrou na sala de aula, todos se sentaram em seus lugares. Daniel na primeira carteira da segunda fileira e Willian na terceira na terceira fileira.
Enquanto a professora Ana explicava a matéria: Realismo na literatura. Daniel e Willian não tiravam os olhos um do outro.
Terminada a aula da professora Ana, após sair da sala, entrou o professor Teodoro Reaver, de Geografia. Era obeso, alto, cabelos e olhos escuros.
Pelo fato de ser professor, ninguém o xingava e procuravam respeitá-lo, o que deixava Daniel com raiva( porque o Prof.Teodoro tem o poder de punir e Daniel não tem).
Após bater o sino para o intervalo, o professor encerrou a aula e foi para a sala dos professores. Daniel levantou-se da carteira e acidentalmente esbarrou em Kátia Valmont, uma jovem alta, magra com os olhos cabelos escuros e longos, que já tinha sido sua namorada e que terminou o namoro porque ele lhe causava vergonha (por Daniel ser obeso). Ela olhou para ele e o xingou dizendo:
--Cuidado barril de banha!
--Desculpe Kátia—retrucou Daniel.
Alguns garotos riram dele deixando-o com raiva e Willian lançou um olhar muito severo contra eles. De repente silêncio.
--Quem é aquela menina?—perguntou Willian a Daniel.
--Kátia Valmont, minha ex-namorada—respondeu.
--Ex-namorada!—exclamou Willian—Então por isso que você falou o nome dela.
Daniel e Willian saíram da sala.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Capítulo Um



A Nova Lei

Novela de Cleiton de Castro Sales
















Personagens deste capítulo
ANDRÉ                    GILBERTO         MIGUEL  
ANTONELA                 GREGÓRIO         MOACIR
ARIANA                   JAMES            
BENJAMIN                 JULIANO          OMAR  
CARLOS                   JÚLIO            PAMELA
CATARINA                 JORGE            RAFAEL 
                         LÚCIO            ROSA
DAVI                                      SARA
EDUARDO                  LUCIANO          VANESSA
ESTER                    MARTA            VINÍCIUS
FELIPE                   MAX              WILLIAN

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:
CARA QUE ESTAVA PRESTES A SER ASSASSINADO, SUZANE (irmã mais velha), ANDREAS (irmão mais novo), POLICIAL, DANIEL (namorado de Suzane), CRISTIANO (irmão de Daniel), EMPREGADA, JAIRO (amigo de Lúcio), KAMILA (namorada de Jairo), FERNANDA (namorada de Lúcio) Moça da lanchonete,Viúva.



CENA1. RUA QUALQUER DO RIO DE JANEIRO. EXTERIOR. NOITE
Um carro segue em alto velocidade por um certo local, mas de repente o automóvel para. Os gêmeos Max e Juliano descem do carro. Max tira um cara algemado à força, o joga no asfalto e aponta uma pistola para ele.

CARA   —   (piedosamente) Por favor, cara não me mate, prometo que não contarei nada para a polícia. 
MAX     —    Eu sinto muito, mas você sabe demais sobre nossa quadrilha. Juliano como devo executá-lo?
JULIANO   — (friamente) Que tal  uma simples e arma rápida que vai direto no coração.
MAX  —  (sorrindo) É por isso que eu amo você meu irmão (beija na bochecha), você sempre tem os melhores jeitos para matar uma pessoa.
CARA   —    (desesperado)  Eu já disse para os dois que eu não contarei nada para polícia.
MAX    —    (engatilhando a pistola) É claro que você não dirá nada, além do mais morto não fala (aponta a pistola).
Max atira duas vezes e mata o cara algemado. Juliano vai na direção do cara morto, abaixa,  coloca o dedo em sua garganta e olha para o irmão fazendo sinal com a mão de que ele está mesmo morto. Os gêmeos entram no carro e fogem em alta velocidade.
Corta para:
CENA2. MANSÃO PACHECO. QUARTO DO CASAL. INTERIOR. NOITE
Um homem morto junto com sua esposa morta também e o casal deitado na cama cheia de sangue deles. O delegado James espera ansiosamente pelo investigador  perito Gilberto que chega ao local apressado.

JAMES      —  (olhando no relógio) Isso são horas de
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chegar, Gilberto? Estamos esperando você faz uma hora.
GILBERTO    —  (aproxima dos corpos) Fiquei preso no trânsito como de costume (abaixa e abre a maleta).
JAMES    —  Mas poderia ter avisado é por isso que existe o que conhecemos por celular.
GILBERTO     —     (pega uma lanterna e a liga) Mas o meu estava sem bateria e você sabe que é impossível ligar para alguém com a bateria descarregada.
JAMES     —  Então o que temos aqui nesse casal morto.
   Gilberto aproxima dos corpos iluminando com a lanterna.
GILBERTO     —  Os dois levaram um tiro cada um e foi direto no coração, mas o resto só saberemos na necropsia.
JAMES     —   Era por isso que estávamos esperando por você, por que o legista está aqui ( apontando para o homem), mas só vai levá-los somente com a sua liberação.
GILBERTO   —   Está bem, eu só vou recolher as balas e depois o legista pode recolher os corpos para a autopsia.    
    Gilberto vai até a maleta pega uma grande pinça, volta e tira as balas do casal e as coloca em um recipiente livre de bactérias. Ao sair de perto do casal, o investigador notou uma jarra d’água no criado-mudo e não havia copo.
GILBERTO   —   (apontando para a jarra)  É estranho essa jarra aqui no criado-mudo e não ter copo.
JAMES      —   Vai ver esqueceram de pegar o copo. E além do mais isso não tem nada haver.
GILBERTO   — (colocando o recipiente na maleta)   Tem tudo haver, James, por que pode ser uma pista importante ou não e para sabemos temos que falar com os filhos do casal.
JAMES   —   Você acha que filhos sabem sobre a jarra do criado-mudo?
GILBERTO    —  (fechando a maleta)  Não sei, mas acho que devem saber mais é sobre o que aconteceu no      2
quarto.
 O delegado e o investigador  saem do quarto.
 Corta para:

CENA3. MANSÃO PACHECO. SALA. INTERIOR. NOITE
Uma moça e um rapaz choram pela morte dos pais. O delegado James e o investigador perito Gilberto descem a escada e vão em direção aos chorosos. Os dois jovens levantam e secam as lágrimas.

SUZANE    —  (chorosa)  Nossos pais estão mesmo mortos?
JAMES   —  Sim, os dois estão mortos.
   Os dois jovens voltam a chorar.
GILBERTO   —  (friamente) Sentimos muito pela sua perda.
ANDREAS    —   (chorando)  Vocês não sentem nada por nada.
JAMES   —   Qual é o seu nome rapazinho?
ANDREAS   —   (secando as lágrimas) Andreas.
GILBERTO    —  Qual é o seu nome moça?
SUZANE   —  Suzane. Suzane Pacheco.
   Júlio aparece na sala e fala.
JÚLIO    —   James, Gilberto, (mostrando um revólver) olhem só o que eu achei perto do corpo da mãe.
   James e Gilberto se viram para os dois jovens.
JAMES    —   Algum dos dois jovens pode explicar esse revólver.
   O silêncio toma conta da sala.
GILBERTO   —  Vamos ter que pegar as impressões digitais dos dois.
ANDREAS     —   Mas porque querem nossas impressões digitais?
SUZANE      —    Não matamos nossos pais, porque querem fazer isso?                                   3



JÚLIO    —   Só vamos tirar as impressões para excluí-los como suspeitos. (se aproxima de um policial), por
favor, chame a investigadora Catarina.
POLICIAL    —   Sim eu avisá-la imediatamente para vir.
   O policial sai de perto dos jovens e sobe a escada.
Corta para:

CENA4. MANSÃO PACHECO. CORREDOR/PORTA DO QUARTO. INTERIOR. NOITE
A investigadora perita Catarina está diante da porta do quarto do casal com luvas colocadas e colocando um pó especial para ver as impressões digitais e ela fazia isso com um pincel redondo. As impressões que eram invisíveis se tornaram visíveis, a investigadora colheu com uma fita especial. O policial aparece no momento em que ela iria sair e os dois dão um encontrão.

CATARINA   —  Desculpe, eu não te vi, eu estava completamente distraída.
POLICIAL   — (sorrindo)  Não se preocupe e além do mais eu estava a sua procura.
CATARINA   —  A minha procura, mas por quê?
POLICIAL     —   Na verdade eu vim aqui chamá-la, porque o investigador Júlio quer que você vá retirar as impressões digitais dos dois jovens lá na sala.
CATARINA    —  (não fica surpresa) Tudo bem então vamos voltar à sala.
   Catarina pega sua maleta e sai do corredor junto com o policial.
Já corta para:




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CENA5. MANSÃO PACHECO. SALA. INTERIOR. NOITE
Os mesmos da Cena 3 exceto o policial que chega descendo as escadas com a investigadora Catarina que carregava sua maleta, abaixa e pega um papel e uma pasta preta que serve para tirar as impressões digitais. A investigadora se aproxima dos jovens com a pasta na mão.

CATARINA    —   Me de a sua mão, mocinha.
   Suzane levanta a mão. Catarina pega a mão e passa dedo por dedo na pasta, depois passa os dedos manchados no papel.
CATARINA   —  Agora é sua vez, rapazinho.
    Andreas levanta a mão e Catarina faz a mesma coisa que fez com Suzane e depois colocou o papel das digitais na maleta e a fechou. Sara aparece com a luva colocada e um enorme saco cheio de toalhas.
GILBERTO    —   Você tirou fotos do casal.
SARA      —   Tirei, estão no cartão de memória da minha máquina.
GILBERTO    —   Depois leve seu cartão de memória ao Tomás.
    Duas macas passam pela sala cobertas com plástico preto e saem pela porta.
SUZANE    —   Vamos acompanhar nossos pais até o Instituto de Perícia.
JAMES    —  Eu sinto muito, mas não podem acompanhar a necropsia e nesse caso os dois terão que esperar a necropsia terminar.
Corta para:






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CENA6. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA DO RJ. LABORATÓRIO DE NECROPSIA. INTERIOR. DIA
Montes de geladeiras fechadas, os corpos do casal da Cena 2 estão estirados em duas macas e sem roupas. O médico-legista Willian verifica todo o corpo do pai dos jovens, não há nenhuma lesão, mas vê um furo de bala, faz algumas anotações, pega um bisturi, faz um rasgo do pescoço ao púbis no formato de “Y” , tira o coração. O investigador Gilberto entra e vai em direção à maca.

GILBERTO    —   Então, doutor como está o casal?
WILLIAN      — (com o coração na mão) Infelizmente eu só examinei o pai (apontando para o coração) veja o coração do pai que está pálido e pelo que estou vendo que todos os outros órgãos também estão assim.
GILBERTO    —  Então qual é causa da morte, doutor?
WILLIAN    —  Hemorragia causada por ferimento à bala e acho que a mãe também é mesma causa mortis.
GILBERTO    —   Então você não vai precisar necropsiar a mãe.
WILLIAN      —    Mas é claro que vou fazer a necropsia da mãe, por que é o meu trabalho.
GILBERTO    —    Então eu vou deixar você trabalhar em paz.
    Gilberto se retira do local.
Corta para:
CENA7. CASA DOS ASSIS OLIVEIRA. SALA. INTERIOR. DIA
Os gêmeos Miguel e Rafael estão no sofá estudando ao lado seus amigos e também gêmeos Felipe e Vinícius. O gêmeo Vinícius abre a mochila, pega um cigarro de maconha e começa a fumá-lo.


FELIPE     —    Vinícius o que você está fumando?
VINÍCIUS    —  (grogue) Estou fumando um baseado, mano.

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MIGUEL     —  (nervoso)  Cara, larga esse baseado e
vem estudar conosco.                                 
Vinícius para de fumar.
VINÍCIUS   —  (nervoso e apontando o dedo) Eu faço o que quero da minha vida, eu sou maior e vacinado.
RAFAEL     —   Esse pensamento vai te levar a uma coisa muito ruim.
FELIPE      —    Escute o que ele tem a dizer, porque nosso amigo tem razão e eu também acho que se continuar sendo um drogado, você estará morto antes do que pensa.
     A porta abre e Catarina entra e vai direção ao sofá e vê a tensão entre os gêmeos.
CATARINA    —  (desconfiada)   O que está havendo rapazes?
    Miguel levanta apressado e aponta o dedo para Vinícius.
MIGUEL       —   Vinícius estava fumando um baseado.
CATARINA    —  (surpresa) O quê? Você está fumando maconha, Vinícius?
VINÍCIUS     —   (levantando) A vida é minha, o corpo é meu e faço com ele o que eu quero.
   Rafael e Felipe se levantam.
RAFAEL      —     (calmo) Vinícius. Essa aqui é a casa dos Assis Oliveira e aqui não entra drogas, você entendeu.
FELIPE       —     (calmo) Ele tem razão, mano, aqui não é lugar para você fumar seu baseado.
VINÍCIUS     —   (grita) Ninguém manda em mim e nem você mano!
    Eduardo aparece descendo as escadas e vai em direção ao sofá.
EDUARDO    — (nervoso) Mais o que está acontecendo aqui?
MIGUEL      —    (abaixa a cabeça) Não está acontecendo nada, pai.
EDUARDO    —  (deboche) Não está acontecendo nada. Eu
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ouvi os gritos do seu amigo. (grita) Eu exijo que me
digam o que está acontecendo!
CATARINA     —   Vinícius estava fumando um cigarro de maconha.
    Eduardo se afasta um pouco do sofá, passa a mão no cabelo e se aproxima do sofá nervoso.
EDUARDO     —   (nervoso) Eu quero que você e seu irmão peguem seus materiais e saiam da minha casa.
FELIPE      —   Mas Seu Eduardo nós quatro estávamos estudando.
EDUARDO    —   (nervoso) Eu não quero saber, peguem seus materiais,  suas drogas e saiam da minha casa.
    Os gêmeos recolhem os cadernos, os livros, fecham as mochilas e vão até a porta. Felipe abre a porta e sai. Vinícius ia sair, mas Eduardo o impede.
EDUARDO    —   Espere ai, Vinícius preciso falar uma coisa com você antes de ir embora.
   Vinícius apenas vira o rosto para Eduardo e o encara.
EDUARDO     —  (calmo)  Escuta aqui seu noiado, se você fumar maconha aqui na minha casa de novo, você vai se retirar, mas dessa vez vai ser é com a polícia.
    Vinícius o encara, mas sai da casa. Eduardo bate a porta com força.
Corta para:

CENA8. SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS. ESCRITÓRIO DA SECRETÁRIA. INTERIOR. DIA
A secretária Ester está analisando alguns papéis em sua mesa e a porta do escritório abre e seu irmão Davi entra e vai em direção à mesa trazendo um jornal em sua mão.

ESTER    —   (sorrindo) Oi, Davi eu nem te vi aí eu estava distraída.
DAVI      —    Não se preocupe com isso. (mostrando o jornal) Você viu o jornal de hoje.
    Ester pega o jornal e lê a notícia em manchete “ GOVERNO NEGA LEI DA PENA DE MORTE”                   8
Ester levanta apressada.
ESTER     —   (feliz) Mais isso é uma ótima notícia para nós, veja o que diz o artigo: O governo brasileiro resolveu ceder a pressão dos ativistas dos direitos humanos e negar a lei da pena de morte, por que eles tiveram o apoio do senador Samuel Rosania. Essa não é uma ótima notícia.
DAVI      —   É claro que é mana, por que você sabe que nós temos o apoio do senador Samuel Rosania.
ESTER    —    (sentando) Mas é claro que com o apoio do senador Samuel nunca teremos neste país a pena de morte.
Corta para:

CENA9. CASA DOS ASSIS OLIVEIRA. SALA DE JANTAR. INTERIOR. DIA
Eduardo e Catarina estão sentados à mesa junto com gêmeos Miguel e Rafael. Os quatro estão comendo apressadamente. Eduardo termina de engolir a comida e fala.

EDUARDO    —    Meus filhos, os dois vão chegar atrasados na faculdade, lembrem-se que é o último ano dos dois.
   Miguel engoli a comida e fala.
MIGUEL      —  (largando os talheres)   Nós sabemos de tudo isso papai (levanta) Rafael e eu já estamos de saída não é mano.
RAFAEL      —   (com a boca cheia) É claro mano.
CATARINA    —   Filho, não fale de boca cheia.
   Rafael termina de engolir a comida.
RAFAEL      —     Desculpe, mãe eu tinha me esquecido.
MIGUEL      —    (estalando os dedos) Rápido, Rafael, senão vamos chegar atrasados na faculdade.
RAFAEL      —    (levantando as mãos) Está bom, não precisa me apressar (levanta) Eu já me levantei e agora podemos ir.
   Os gêmeos se retiram do local. O casal fica para
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conversar.
EDUARDO     — (joga o guardanapo na mesa)   Bom, se você me dá licença(levanta) eu vou para o meu trabalho que eu tenho mais o que fazer. 
CATARINA    —  (berra) Você não vai sair daqui, senta aí agora!
Miguel e Rafael chegam bem na hora em que Catariana berra com Eduardo.                                                                                         
MIGUEL     —    Mãe, a senhora e o papai estão brigando de novo?
   Catarina ficou sem reação diante daquela pergunta.
Corta para:

CENA10. MANSÃO FERREIRA. SALA DE JANTAR. INTERIOR. DIA
 O senador Moacir está tomando café da manhã com seu filho Lúcio quando a campainha toca e a empregada vai atender. Abre a porta e Fernanda está na porta de costas e ela se vira e fala.

FERNANDA     —   Bom dia, o Lúcio está acordado?
EMPREGADA   —  Ele está tomando café da manhã, entre.
   Fernanda entra e vai em direção à mesa de jantar. Lúcio vê sua namorada se aproximando e levanta apressado e vai em direção à Fernanda.
LÚCIO     — (abraça Fernanda)  Oi, Fernanda, tudo bem com você meu amor (beija na testa).
FERNANDA    —   (se afasta) Eu estou ótima, mas eu só vim aqui para confirmar se vamos na balada hoje.
MOACIR       —   Você vai na balada hoje meu filho?
LÚCIO        —    É verdade, pai, eu vou na balada hoje à noite.
MOACIR       — (preocupado)  Meu filho sair durante a noite é muito perigoso, você pode ser assaltado ou até ser morto.
LÚCIO        —  (tenta acalmá-lo)Fica calmo, pai, não vai acontecer nada comigo.
MOACIR       —   (aflito)Eu não sei não, meu filho, mas eu pressinto que essa balada não vai ser nada bom.
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LÚCIO    — (deboche) Pai, somente as mulheres tem sexto sentido.
MOACIR   —  (friamente) Não faça deboche de coisa séria, meu filho.
Corta para:

CENA11. CASAS DOS ASSIS OLIVEIRA. SALA DE JANTAR. INTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena 9 estão presentes no local diante da investigadora Catarina que ficou sem reação diante da pergunta do filho Miguel.

MIGUEL   —  E então, mãe, vocês dois estavam brigando?
  Catarina levanta e vai em direção ao filho Miguel.
CATARINA   —  (docemente) Filho, não estávamos brigando, e nem muito menos discutindo, eu só berrei com seu pai, porque eu queria ele me explicasse uma coisa que ele fez.
RAFAEL    —   Mas o que o papai fez de tão grave que fez a senhora gritar com ele?
EDUARDO   —   Eu não me lembro de ter feito nada de grave.
CATARINA   —  Isso é o que você diz, mas pelo que eu me lembro, você fez uma coisa que com certeza vai se arrepender.
  A mãe de Catarina, Ariana ENTRA no local apressada.
ARIANA     —  Mas o que ele vai se arrepender, Catarina?
CATARINA   —  Eu não tenho tempo para falar, tenho que voltar ao trabalho.
  Catarina pega sua bolsa, a abre e pega as chaves do carro e SAI do local.
Corta para:
CENA12. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA DO RJ. ESCRITÓRIO DE GILBERTO. INTERIOR. DIA
O investigador Gilberto está sentando em sua mesa olhando para as fotos do computador (fotos do casal morto na cama), a porta abre e Gregório ENTRA e vai direção à mesa e percebe que Gilberto está bem concentrado.
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GREGÓRIO    — Gilberto o que está fazendo?(passa a mão na frente dele)Gilberto? (berra) Gilberto!
GILBERTO    —  (assustado)O que foi?
GREGÓRIO    — Você estava muito concentrado no que estava fazendo. Desse jeito qualquer mau-elemento poderia entrar aqui e matá-lo.
GILBERTO    — Isso seria impossível, porque o Instituto é cheio de seguranças e têm vistoria do crachá.
GREGÓRIO    — Isso é verdade, mas qualquer um pode falsificar o crachá do Instituto.
GILBERTO    — E você o que faz aqui?
GREGÓRIO    — Eu vim me apresentar, (estendendo a mão) sou Gregório de Matos Guerra.
GILBERTO    — Muito prazer, sou Gilberto Gilvêncio dos Santos.
GREGÓRIO    — Por onde eu começo, Gilberto?
GILBERTO    — Você vai começar colhendo sangue da cena do crime. Qualquer sangue que seja suspeito.
  Catarina ENTRA apressada com uma folha de papel na mão.
GILBERTO    — Porque está aqui? Devia estar tentando descobrir de quem são as digitais que você encontrou na porta do quarto do casal.
CATARINA    — É por isso que estou aqui(entregando o papel).
  Gilberto pega o papel (imagem de Suzane ao lado da digital dela)
Corta para:



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CENA13. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO. INTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena Anterior menos Gregório, estão em um local pequeno com uma lâmpada em cima iluminando o lugar e uma mesa no centro e Suzane estava sentada em uma cadeira perto da mesa e o investigador estava sentado na frente de Suzane.

SUZANE    — Eu não sei como a minha digital foi parar na porta do quarto dos meus pais.
CATARINA  — (berra) Então explique melhor como suas digitais foram parar lá.
GILBERTO  — Então tente se lembrar de como suas digitais foram parar na porta.
SUZANE    — Está bem eu falo.
Corta rápido para:

CENA14. MANSÃO PACHECO. CORREDOR/PORTA DO QUARTO DO CASAL. INTERIOR. DIA
FLASHBACK DE CENA NÃO GRAVADA
A cena está precedente em OFF, Suzane está diante da porta do quarto dos pais e abre-a devagar e vê seus pais dormindo.

SUZANE   — (OFF)Eu fui ver se meus pais estavam dormindo.
CATARINA  — (OFF) Foi só isso que você fez?
Corta para:

CENA15. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO. INTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena 13 estão presentes no mesmo local e no mesmo lugar onde estão.

SUZANE    — Sim, foi isso.
GILBERTO  — Tudo bem pode ir, mas ainda vamos querer mais respostas.
 Suzane se levanta e se retira do local.Catarina olha para Gilberto e fala.
CATARINA  — O que você acha, Gilberto?
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GILBERTO  —(friamente) Com certeza ela está mentindo.
Corta para:

CENA16. UNIVERSIDADE. LANCHONETE. EXTERIOR. DIA
Os gêmeos Miguel e Rafael chegam perto do balcão da lanchonete e se debruçam.

RAFAEL   —  Por favor, nos sirva um suco de laranja e um de uva.
MOÇA     —  Agora mesmo.
  A moça SAI de perto balcão e vai para a cozinha. Os gêmeos Felipe e Vinícius vestidos diferentes se aproximam de seus amigos.
MIGUEL   — (deboche)E então, Vinícius, você vai fumar um baseado aqui na nossa universidade?
VINÍCIUS   — (nervoso)E se eu quiser fumar, e daí, a vida é minha se eu quiser morrer vocês não tem nada a ver com isso.
MIGUEL     — (furioso, pegando pelo colarinho) Escuta aqui cara, eu não vou deixar você estragar a sua vida por causa de um baseado!
  Vinícius encara Miguel com um olhar severo.
Corta para:






1º INTERVALO COMERCIAL









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CENA17. UNIVERSIDADE. LANCHONETE. EXTERIOR. DIA
Continuação da Cena Anterior. Vinícius encara Miguel com um olhar severo.

VINÍCIUS   — (furioso, se soltando)Olha aqui cara, você não tem o direito de se intrometer na minha vida!
RAFAEL     — (tirando o celular do bolso)Então vamos ter que chamar a polícia pra te prender, seu noiado.
VINÍCIUS   —  Você pode chamar a polícia,porque eu não trouxe nenhum baseado aqui comigo.
RAFAEL     —  (discando os números)Isso é o que veremos(colocando o celular no bocal)Oi, bom dia, eu gostaria de registrar uma denúncia.Qual? Tem um drogado aqui na Universidade Campos Sales que tem maconha em sua mochila.Vocês vão vir averiguar, muito obrigado(desligando o celular).
MIGUEL     —  Pronto a denúncia está feita, daqui alguns minutos eles vão prender você.
   Vinícius encara seus amigos com olhar severo.
Corta para:

CENA18. MANSÃO PACHECO. ESCRITÓRIO. INTERIOR. DIA
Gregório examina o local detalhadamente, com o lugar todo revirado, gavetas abertas e papéis no chão. O investigador olha tudo com atenção, até achar em meios aos papéis quatro fios de cabelo, dois fios castanhos, dois loiros.

GREGÓRIO   —  Olha o que temos aqui, parece que achamos alguma coisa suspeita.
O investigador abre a maleta pega um potinho e uma pinça pequena e colhe os fios de cabelos e os coloca no potinho fechando-o e colocando na maleta, fecha-a e SAI do local.
Corta para:




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CENA19. ESCOLA SABRES DE ASSUNÇÃO. PÁTIO. EXTERIOR.
 DIA
No local há muita conversa alta. Benjamin está andando ao lado de seu amigo Carlos. Jorge surge por trás e fala.

JORGE    — (deboche) E aí sua baleia negra, como você vai?
BENJAMIN  — (furioso, apontando o dedo) Escuta seu merda, se você me chamar de baleia outra vez, vai se ver comigo.
CARLOS    — (tenta acalmá-lo) Cara, calma senão você só vai dar razão pra ele.
BENJAMIN  — (grita) Eu não aguento mais, Carlos, são nove anos de xingamento e tortura!
JORGE     — (friamente)Eu sei, mas a sua tortura está só começando.
BENJAMIN   — (apontando o dedo) Um dia você vai pagar pelo faz comigo todos os dias.
JORGE      — (deboche)Ui, eu estou morrendo de medo de você. Não tem capacidade para me deter.
  Benjamin encara Jorge com um olhar e se afasta.
Corta para:

CENA20. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA DO RJ. ESCRITÓRIO DE GILBERTO. INTERIOR. DIA
Gilberto olha seus e-mails no computador, quando Gregório ENTRA no local com uma folha de papel e fala.

GREGÓRIO   — Gilberto eu tenho grandes novidades sobre o caso dos Pacheco.
GILBERTO   — Que novidades tem sobre o caso.
GREGÓRIO   — Eu achei quatro fios de cabelos em aos papéis revirados do escritório, dois castanhos e dois loiros.
GILBERTO   — E o que isso tem de novidade?
GREGÓRIO   — (entregando o papel)É que os quatro fios de cabelos tem o mesmo DNA.
   Gilberto pega o papel e olha que está escrito: “ DNA MASCULINO, IDÊNTICO”.
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GILBERTO    — (sorrindo)Parece que pegamos ela.
Corta rápido para:

CENA21. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO. INTERIOR. DIA
Suzane  e Andreas estão sentados na cadeira embaixado da luz da lâmpada, Gilberto está sentado defronte à ela e Gregório está de pé com uma fala prolixa.

GREGÓRIO    —  Expliquem pra gente como aqueles fios de cabelo foram parar no meio daqueles, pelo que eu sei, você, senhorita Suzane Pacheco é loira, esses  fios de cabelo poderia ser dos dois.
GILBERTO    —  Isso não é verdade, Gregório, porque o exame mostrou que o DNA dos dois cabelos é masculino.Agora sou é que vou perguntar a vocês. Como aqueles fios de cabelo foram parar no meio dos papéis.
ANDREAS     —  Eu não sei de nada sobre esses fios de cabelo.
GILBERTO    —  E você senhorita Pacheco, sabe de alguma sobre isso?
SUZANE      — (tensa)Eu não sei de nada sobre isso.
GREGÓRIO    — (desconfiado)Tem certeza?
  Suzane respirou profundamente.
SUZANE      — Está bem eu vou contar o que eu sei.
Corta rápido para:
CENA22. MANSÃO PACHECO. ESCRITÓRIO. INTERIOR. NOITE
FLASHBACK DE CENA NÃO GRAVADA
Suzane chega ao local e vê todas as gavetas abertas e papéis espalhados no chão.

SUZANE     — (off)Eu cheguei em casa e encontrei todo o escritório revirado, gavetas abertas e papéis espalhados no chão.
Corta para:





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CENA23. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO. INTERIOR. DIA
Com a última cena precedente em OFF. Os mesmo da Cena 21 estão presentes no mesmo local e no mesmo lugar onde estão.

SUZANE     — É só isso que eu sei sobre esses fios de cabelo.
GILBERTO   — Tudo bem os dois podem ir, mas ainda vamos querer mais respostas sobre o caso.
   Suzane e Andreas se retiram do local.Gregório olha para Gilberto e fala.
GREGÓRIO   — O que você acha deles, Gilberto?
GILBERTO   — Pra mim os dois estão mentindo.
Corta para:

CENA24. FUNERÁRIA BATISTA. SALA DE ESPERA. INTERIOR. DIA
SALA DE ESPERA. Suzane e Andreas estão esperando sentados pelo dono da funerária.

SUZANE     — (levanta) Ele está demorando demais para nos dar alguma resposta.
ANDREAS    —  Eu sei Suzane, mas temos que esperar pelo senhor Batista.
  Omar chega de terno.
OMAR       — Boa tarde, senhorita.
SUZANE     — Boa tarde, senhor Batista. Quando nossos pais serão enterrados?
OMAR       — Basta vocês comprarem os caixões e marcarem o velório de seus pais falecidos e principalmente o enterro no cemitério.
ANDREAS    — (levanta)Então vamos resolver isso no seu escritório.
OMAR       — (suspira)Tudo bem, os dois podem vir comigo.
Os três saem do local.
Corta para:


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CENA25.FUNERÁRIA BATISTA.SALA DOS CAIXÕES/ESCRITÓRIO DO OMAR.INTERIOR.DIA
Os mesmo da Cena Anterior entram em uma sala cheia de caixões de diversos tamanhos e cores.

OMAR       — (apresentando)Aqui é a sala dos caixões e vocês podem escolher os caixões que quiserem.
  Andreas se aproxima de dois caixões tamanho adulto.
ANDREAS    — Eu vou escolher esses dois aqui de mogno.
SUZANE     — (indo em direção à Andreas) Eu também gostei desses caixões, vamos comprar esses dois.
OMAR       — Então vamos ao meu escritório que fica aqui do lado e vocês marcarem o dia do velório.
Corta descontínuo para ESCRITÓRIO DO OMAR, Os três entram no local, senhor Omar senta em sua mesa, e os irmãos sentam em sua frente.

OMAR       — Para que dia vocês querem marcar o velório e o enterro?
SUZANE     — Eu quero que o velório e o enterro seja para o dia 27. Você concorda Andreas?
ANDREAS    — Sim, eu concordo, mas eu quero que o enterro e o velório sejam no mesmo dia.
OMAR       — Está bem, qual dos dois é maior de 18 anos?
SUZANE     — Eu tenho 19.
OMAR       — (entregando um papel)Então assine esse contrato para futuros pagamentos.
  Suzane pega o contrato, olha minuciosamente, pega a caneta e assina.
SUZANE     — (entregando o contrato)Pronto, está assinado.
OMAR       — Pronto, agora vocês só podem começar a me pagar no mês que vêm e efetuar...
  Uma viúva chega apressada com a fala chorosa.
OMAR       — (nervoso)O que a senhora faz aqui no meu escritório sem ser convidada?
VIÚVA      — (chorosa)Eu perdi meu marido.
  Omar deixa de ser sério para ficar mais piedoso.

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OMAR       — (piedoso)Me desculpe, eu não sabia. Ele morreu de que?
VIÚVA      — (chorosa)Ele morreu do coração, porque ele tinha problemas do coração.
  Omar levanta e caminha em direção da viúva e a abraça.
OMAR       — (carinhoso)Não se preocupe, pense que ele foi para um lugar melhor. Quantos anos ele tinha?
VIÚVA      — (chorosa)Meu marido era velinho, só tinha 26 anos.
SUZANE     — (levanta, desconfiada)Espera um minuto, se ele era um jovem de 26 anos, como ele tinha problemas do coração?
  A viúva secas as lágrimas.
VIÚVA      — (nervosa)Como você ousa desconfiar de mim, mocinha, eu poderia ser a sua mãe, porque eu tenho 46 anos.
ANDREAS    — Minha irmã tem razão, isso parece meio suspeito, você não acha mana.
SUZANE     — (sorrindo)Mas é claro(pegando o celular)tanto é que eu vou chamar a polícia para eles averiguarem isso.
  Suzane disca os números e coloca o celular no bocal. A Viúva fica tensa.
Corta para:
Planos alternados com James no ESCRITÓRIO DO DELEGADO (INTERIOR DIA). O rosto de James deve ser enquadrado de forma bem marcante. Tom paciente ao atender o telefone.

JAMES      —(tel) Alô, quem está falando?
SUZANE     —(tel) Alô, é o delegado James que está falando?
JAMES      —(tel) Sim, é ele que está falando, qual é a denúncia minha senhora?
SUZANE     —(tel) É que estou aqui com uma viúva de 46 anos que perdeu o marido.
JAMES      —(tel) Ele foi assassinado?
SUZANE     —(tel) Eu acho que sim, porque ele tinha 26 anos o dobro da idade da viúva e ainda por cima morreu
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 de problemas do coração.
 JAMES     —(tel) A senhora fez muito bem em ligar pra mim, porque isso parece muito suspeito, um jovem de 26 anos morrer de problemas do coração.Quem está falando?
SUZANE     —(tel) Suzane Pacheco.
JAMES      —(tel) Suzane Pacheco. Bom, senhorita Pacheco, o investigador Gilberto quer falar com você sobre os fios de cabelo encontrados no escritório de sua mansão.
SUZANE     —(tel) Meu irmão e eu já demos nosso depoimento para seu investigador sobre isso.Então vocês vão mandar alguém aqui averiguar o ocorrido?
JAMES      —(tel) Um policial foi averiguar um possível dependente químico em uma universidade portando maconha. Não se preocupe que eu vou manda um alerta de rádio para ele ir para a funerária.
SUZANE     —(tel) Muito obrigada (desligando) Daqui a poucos minutos a polícia vai chegar aqui e a senhora estará perdida.
  A Viúva que ainda se encontrava abraçada com Omar, ficou tensa.
Corta para:

CENA26. UNIVERSIDADE. LANCHONETE. EXTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena 17 estão presentes no local. Vinícius ainda continua encarando seus amigos com olhar severo. Um policial militar chega todo fardado.

POLICIAL    —Bom dia, qual de vocês que fez a denúncia?
MIGUEL      — (levantando o dedo) Fui eu e não me arrependo.
POLICIAL    — Então aponte quem o drogado que trouxe droga aqui pra faculdade.
MIGUEL      —(apontando para Vinícius) Foi ele.
POLICIAL    — Então foi o senhor que trouxe a maconha pra cá.(tom firme)Abra sua mochila agora.
  Vinícius abre sua mochila. O policial revira a mochila.
POLICIAL    — Parece que aqui não tem maconha.
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MIGUEL      — (surpreso) Não tem!
POLICIAL    — (tirando as drogas) Não tem maconha, tem um pacotinho de cocaína, e duas pedrinhas de crack.
VINÍCIUS    — Eu disse que não havia trazido nenhum baseado.
POLICIAL    — É mesmo. Me mostre seus documentos.
  Vinícius abre sua carteira e entrega seus documentos. O policial olha para a data de nascimento e fala.
POLICIAL    — Pelas minhas contas você tem 20 anos e infelizmente você está preso.
   O policial algema Vinícius.
VINÍCIUS    — Não se preocupe, porque em breve em estarei em liberdade.
RAFAEL      — Esse é o problema desse país chamado Brasil, o país da impunidade, hoje você é preso por porte de drogas e amanhã você é solto.
  Vinícius é retirado do local pelo policial.
Corta para:

CENA27. FUNERÁRIA BATISTA. ESCRITÓRIO DO OMAR. INTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena 26 estão presentes no local. A Viúva ainda está tensa depois da ligação que Suzane fez para a polícia. Eles esperam durante algum tempo pelo policial.

SUZANE      — (olhando para o relógio) Nossa, esse policial está demorando.
VIÚVA       — (sussurrou) Ainda bem que ele ainda não chegou.
ANDREAS     — Então quer dizer que você não quer o policial aqui minha senhora?
VIÚVA       —(tensa) É claro que eu quero o policial aqui, porque não ia querer.
SUZANE      — Porque a senhora parece muito tensa até parece que matou seu marido novinho.
VIÚVA       —(berra) Eu não o matei!
SUZANE      —(berra) Você o matou sim! Como se explica ele ter morrido de problemas do coração.
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   A viúva se afasta de Omar.
VIÚVA       — Por acaso você está insinuando que eu o teria envenenado.
SUZANE      — Talvez. Porque existem venenos que atingem o coração.
OMAR        — Eu acho meio improvável ela usar veneno, porque ele poderia ser detectado no exame.
ANDREAS     — Existia uma planta que foi usada nos anos 50 para tratamento do coração e se usada em grandes doses pode causar ataque cardíaco e não deixar vestígio no corpo.
OMAR        — Mas isso é coisa da novela Alma Gêmea.
SUZANE      — Na novela Alma Gêmea, havia uma bruxa que fazia um veneno partir de uma planta.
  O policial chega.Todos veem.
SUZANE      — Até que enfim você chegou senhor policial,(apontando para a Viúva) essa mulher está tentando nos enganar.
VIÚVA       — Eu não estou enganando ninguém, policial é essa moça que está falando mentiras a meu respeito.
POLICIAL    — Nós vamos averiguar essas tais mentiras na delegacia. Me acompanhem por favor.
Corta para:

CENA28. VILA NOVA.RUA PRINCIPAL.EXTERIOR.DIA
Os mesmos da Cena Anterior menos Omar estão presentes. A viatura da polícia militar está estacionada defronte à funerária. O policial abre a porta da viatura e fala.

POLICIAL    — Agora vocês podem entrar na viatura.
VIÚVA       —(irritada)Eu não vou entrar nessa viatura de jeito nenhum.
POLICIAL    —(cruzando os braços)É mesmo. Se a senhora não entrar nessa viatura será considerada culpada “dessas mentiras” que dizem sobre você.
   A Viúva encara o policial, mas entra na viatura.
Corta para:


Pg.23
CENA29. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO DO DELEGADO. INTERIOR.DIA
No escritório do delegado. O delegado James interroga Vinícius em um tom firme. As drogas estão em cima da mesa.

JAMES       — Então, meu rapaz. O que o senhor tem a
 me dizer sobre essas drogas que estão aqui na minha mesa.
VINÍCIUS     — Eu vou exercer meu direito de ficar
calado.
JAMES        — Quer dizer que você não vai falar nada.
  Vinícius nega com a cabeça. James levanta e vai até o frigobar.
JAMES        —(abre o frigobar)Sabe o que eu faço com 
pessoas que dizem o que você acabou de dizer?
VINÍCIUS     — Não.
   James tira um vidrinho do frigobar e volta a sentar na mesa.
JAMES        —(mostrando o vidrinho) Você sabe o que é           
isto?
VINÍCIUS     — Eu não faço a mínima ideia do que seja.
JAMES        —(largando o vidrinho na mesa) Isso é uma
droga que induz a pessoa a falar a verdade.
VINÍCIUS     — Sódiopentotal.
JAMES        — Não. Sódiopentotal causa efeitos         
colaterais, essa droga não; essa droga basta ser injetada no organismo e dois minutos depois a pessoa será obrigada a falar a verdade. E então você vai colaborar?
VINÍCIUS     — Tudo bem, eu falo. Tudo começou em casa
quando...
  Vinícius fala fora do áudio.
Corta para:



Pg.24
CENA30. DELEGACIA DA PM. SALA DE ESPERA. INTERIOR. DIA
Os mesmo da Cena 28 estão presentes. Um local onde há muita conversa. O policial leva Suzane, Andreas e a Viúva até algumas cadeiras.

POLICIAL     —(apontando para as cadeiras) Sentem-se
aqui e esperem que eu vou chamar o delegado para resolver o caso.
  O policial sai de perto deles e vi até o escritório do delegado.
Corta para:


2º INTERVALO COMERCIAL


CENA31. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO DO DELEGADO/SALA DE ESPERA. INTERIOR.DIA
Os mesmos da Cena 29 estão presentes no local. James ainda continua interrogando Vinícius sobre as drogas na mochila.

VINÍCIUS     — E foi assim que as drogas vieram parar
na minha mochila.
JAMES        — Ah. Então quer dizer que você comprou
as drogas de um traficante e ia consumi-las.
VINÍCIUS     — Exatamente senhor delegado.
  Há batidas na porta.
JAMES        — Entra.
  O policial entra no escritório e fala.
POLICIAL     — Boa tarde, delegado, eu trouxe a viúva
que supostamente dizem que o marido morreu de problemas do coração, mas também dizem que a viúva o matou.
JAMES       — Então pode mandá-la entrar e você
senhor Vinícius pode esperar lá na sala de espera.
   Vinícius sai. Corta para SALA DE ESPERA
POLICIAL    — A senhora pode entrar.
Pg.25
  A viúva levanta da cadeira e vai em direção ao escritório do delegado e entra com o policial fechando a porta.
Corta para:

CENA32. INSTITUO DE CRIMINALÍSTICA DO RJ. ESCRITÓRIO DE GILBERTO. INT. DIA
Gilberto está diante do resultado de DNA que foi feito dos fios de cabelo na qual o resultado foi “DNA MASCULINO IDÊNTICO”. Gilberto começa a pensar.

GILBERTO    —(pensa)Será que Suzane teria um
 namorado que não contou pra nós?
  Catarina entra e vai em direção à Gilberto que está distraído.
CATARINA    —(preocupação)Gilberto, você está bem?
  Gilberto volta a si.
GILBERTO    — Desculpe nem vi que você estava aí, mas
o que você queria me dizer?
CATARINA    — Se você descobriu algo sobre o exame de
DNA feito dos fios de cabelo encontrado no
escritório da Mansão.
GILBERTO    — Nada, mas suspeito que Suzane tenha um
um namorado secreto.
CATARINA    —(surpresa)Você acha?
GILBERTO    — Mas para ter certeza (pega o celular)Vou
ligar para ela.
  Gilberto disca os números.
Planos alternados com Suzane na SALA DE ESPERA  (INTERIOR DIA).O rosto de Suzane deve estar enquadrado de forma natural. Tom irritante e ao mesmo tempo paciente.

GILBERTO    —(tel)Alô.
SUZANE      —(tel)Quem está falando?
GILBERTO    —(tel)Aqui quem fala é o Gilberto do
Instituto de Criminalística e eu gostaria
que você viesse aqui responder mais
algumas perguntas.
SUZANE     —(tel)Quantas perguntas você querem que eu 
responda? Meu irmão e eu respondemos todas
as perguntas que vocês fizeram.
GILBERTO   —(tel)São perguntas que podem ou não fazer
de você uma suspeita do crime.
SUZANE     —(tel)Mas vocês já me consideram uma
suspeita de ter matado os meus pais, de que     
adianta ir até aí falar com vocês?
GILBERTO   —(tel)Você pode esclarecer nossas dúvidas.
SUZANE     —(tel)Está bem, eu vou até o Instituto com 
o meu irmão para esclarecer “essas dúvidas”
então tchau.
  Suzane desliga o telefone.
Corta para:

CENA33. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO DO DELEGADO. INT. DIA
O delegado James interroga a viúva em tom paciente e ao mesmo firme. O policial está parado atrás dela sem reação e sem dizer nada.

James    — A senhora está aqui há dez minutos
  tentando me convencer de que não matou
  seu marido.Como eu posso acreditar na
  senhora?
Viúva    —(tensa)Talvez eu não possa explicar.
James    — Não pode explicar e por que não?
Viúva    — (suspira) Tudo bem eu vou contar tudo
o que na verdade aconteceu.
Corta para:

CENA34. MANSÃO PARREIRO. SALA. INTERIOR. NOITE
Um rapaz está sentado no sofá esperando algo e a viúva
chega com dois copos de suco, ela servi um para ele e outro para ela, o marido jovem toma todo o seu suco.
Viúva    —(off)Tudo começou quando meu marido 
estava sentado no sofá da sala, e eu 
levei dois copos de suco, um pra e outro
pra ele e depois que tomou,ele começou a  
ter dor no braço e depois caiu no chão
morto.
Pg.27
Corta para:

CENA35. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO DO DELEGADO. INT. DIA
Com a última Cena precedente em OFF. Os mesmo da Cena 33 estão presentes no mesmo lugar.

Viúva    — Foi isso que aconteceu.
James    — É mesmo, pois pra mim a senhora fez o
seguinte...
Corta para:

CENA36. MANSÃO PARREIRO. COZINHA/SALA. INT. NOITE
A viúva estava colocando suco em dois copos, coloca veneno em um dos copos, colocá-os na bandeja e sai da cozinha.

James    —(off)A senhora fez o suco e colocou o
veneno nele e deu a seu marido que
sofreu o ataque cardíaco.
Corta rápido para:

CENA37. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO DO DELEGADO. INT. DIA
Com a última Cena precedente em OFF. Os mesmos da Cena 35 estão presentes no mesmo local.

Viúva    — Está bem, eu vou contar a verdade.
Tudo começou quando eu descobri que meu
marido estava me traindo com uma menina
mais nova que eu. Então eu pensei, se
ele não pode ficar comigo, não ficar com
mais ninguém!
James    — Então nesse caso a senhora está presa.
Policial pode algemá-la.
  O policial algema a viúva que é levada para fora do escritório.
Corta para:


CENA38. VILA NOVA. RUA PRINCIPAL. EXTERIOR. DIA
“Hoje eu quero trair” como trilha incidental. André caminha pela RUA PRINCIPAL sem camisa e com apenas uma calça jeans (exibindo os músculos) e sorrindo. Corta descontínuo para Marta que está varrendo a sua calçada e vê André passando e fala.

Marta    —(berra)Oh! Lá em casa. Quero ver essa
saúde toda lá na minha casa.
  Luciano aparece e ouve o que ela diz.
Luciano  —(sarcasmo)É mesmo.
Marta    — Ai, que susto, bem.
Luciano  — É mesmo. Pois da próxima vez que você  
fizer o que fez, eu vou dar um soco na
sua cara!
   Jorge aparece caminhando com uma mochila nas costas e para na frente de sua casa.
Marta    —(deboche) Até que enfim você chegou e
por que não vai embora de nossas vidas?
Jorge    —(irritado)Porque eu ainda dependo de
vocês, mas não se preocupem, porque
quando eu estiver na faculdade, eu vou
tá em uma república e quando eu
conseguir um emprego ótimo finalmente
estarei livre de vocês!
  Jorge da um encontrão na mãe e entra em sua casa.
Corta para:

CENA39. CASA DOS ROCHA. SALA. INTERIOR. DIA
Sem movimentação no local. Rosa está sentada no sofá ao lado de Antonela como se esperassem algo, Benjamin chega com a mochila nas costas e André chega depois e sem camisa.

Rosa     — Põe essa camisa, meu filho, eu sei que
você é bonito, mas seu irmão fica com
inveja.
André    —(sorrindo)Mãe, o que é bonito é pra ser
mostrado, né?
Antonela   — Bonito você é, mas... nem chega
perto do Rodrigo Simas.
Rosa     — Vocês é quem sabem (pegando a bolsa)
eu vou para o salão da Pamela tratar o
meu cabelo.
Benjamin   — Então, nesse caso que a senhora
fique bem bonita.
André      — Nossa querida mãe não precisa ficar
mais bonita, ela já tem uma beleza
natural incrível e negra ainda por cima
isso a deixa ainda mais bonita.
Rosa       —(sorrindo)Meus filhos... desse jeito.
Eu fico com completamente sem fala.
Venham aqui deixa eu abraçar vocês.
   Os dois se aproximaram de Rosa para abraçá-la. Logo os três afastam.
Rosa       — Agora eu tenho que ir no salão
(aproximando da porta).
  A porta abre e Júlio entra distraído com as contas em suas mãos e dá um encontrão em Rosa que cai no chão.
Júlio      — Me desculpe, amor eu nem vi que você
tava aí, eu tava tão distraído com
as contas que chegaram hoje.
Rosa       —(levantando)Quer dizer que para as
contas de casa você está sempre
disposto a abrir o bolso,(grita) mas
pra sua família você é um verdadeiro
sovina!
Júlio      — Eu tenho que ser assim, porque...
senão vamos acabar todos na rua.
Corta para:








CENA40. SALÃO DA PAMELA. CADEIRA DE ESPERA. INT. DIA
Rosa está sentada na CADEIRA DE ESPERA esperando alguma cadeira do salão ficar vazia, até que uma cliente de Vanessa deixa o salão e ela chama por Rosa fazendo um sinal com a mão e Rosa vai em direção à cadeira bem apressada e senta.

Rosa       —(mexendo nos cabelos) E aí quais são
as novidades de hoje?
Vanessa    — Menina se eu te contasse, tu não
iria acredita. Sabe aquela tal de Marta
Caruso? Ela agrediu verbalmente o filho
Jorge de novo e fiquei sabendo que ele
revidou as ofensas da mãe.
Rosa       — Mas isso é sério? Eu conheço a Marta
há mais de 15 anos, nunca vi ela
maltratar ninguém, nem mesmo o próprio
filho que ela diz amar do fundo do
coração. Puxa, então ela foi falsa esse
tempo todo.
Pamela     —(parando o que está fazendo)Pois é,
amiga a falsidade pode vir de um lugar
onde você menos espera. Certa vez eu
tinha um namorado que ainda falava com
a ex-namorada escondido de mim e quando
fiquei sabendo, quando ele resolveu
voltar pra ela, nesse caso pra ex.
Rosa       — Mas também, né, amiga, porque você
não fez como Stacey Holt.
Vanessa    — Quem é essa tal de Stacey?
Rosa       — Stacey Holt foi uma personagem do
filme A Agenda Secreta do Meu Namorado
onde a personagem era enganada pelo
namorado, onde ele ainda falava com as
ex-namoradas e Stacey foi descobrir
isso tudo bisbilhotando a agenda
eletrônica dele.
Pamela     — Menina, eu vi esse filme e achei o
máximo o trabalho da Brittany Murphy,
foi uma pena que ela morreu.
Corta para:

CENA41. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO.INT. DIA
Suzane e Andreas estão sentados embaixo da lâmpada. Gilberto está sentado defronte a eles, Sara está de pé com uma fala prolixa.

Sara       — Então, queremos saber se você,
Suzane tem um namorado escondido dos
seus pais.
Suzane     — Não.
Andreas    — É mentira dela. Ela tem um namorado.
Gilberto   — Então a senhorita pode nos dar o
endereço ou o telefone dele.
   Suzane faz sinal de que precisa de papel e caneta.
Gilberto   — Você quer papel e caneta?
  Suzane afirma com a cabeça.
Sara       —(entregando seu celular)Então use o
meu celular para escrever o endereço.
  Suzane tecla o endereço no celular e devolve para Sara.
Gilberto   — Só por curiosidade, qual é o nome do
seu namorado?
Suzane     — Cristiano Cravel.
Sara       — Hoje mesmo vamos falar com seu
namorado e perguntar pra sabermos se
ele sabe de alguma coisa sobre o
assassinato de seus pais. Vocês dois
podem ir.
   Suzane e Andreas saem do local.
Corta para:







CENA42. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA DO RJ. CORREDOR. INT. DIA
Suzane está furiosa com Andreas e ele não entende o porque, então decide perguntar.

Andreas    — Por que você está tão furiosa,
Suzane?
  Suzane para de andar e olha para Andreas com um olhar fulminante e furioso.
Suzane     — Sabe porque eu estou furiosa? Você
revelou um segredo que não poderia se
revelado a ninguém. (irritada) Eu tenho
a minha vida e você tem a sua então
meta-se somente com a sua própria vida!
   Suzane se afasta de Andreas.
Corta para:


CENA43. MANSÃO FERREIRA. SALA. INTERIOR. DIA
Lúcio está estudando na SALA, a empregada chega de uniforme e resolve perguntar.

Empregada   — Lúcio, o senhor quer alguma coisa?
Lúcio      — Não, obrigado.
  Moacir chega de terno e uma maleta nas mãos e caminha em direção ao filho. A empregada se retira.
Moacir     — Boa tarde, meu filho.
Lúcio      —(levantando, indo em direção ao pai)
Boa tarde, meu pai(abraça o pai), eu te
amo e muito.
   Os dois se afastam.
Moacir     — Você resolveu mudar de opinião em
relação a balada hoje à noite.
Lúcio      — Eu não vou mudar de ideia, pai, eu
vou aquela balada.
Moacir     — Mas meu filho eu já lhe disse...
Lúcio      —(corta) Pai chega, eu vou aquela
balada hoje e o senhor não vai me
impedir!
   Lúcio senta no sofá. Houve silêncio.
Moacir     —(calmo) Meu filho, eu quero que você
tome muito cuidado nessa balada.
Lúcio      —(indiferente) Tudo bem, pai eu vou
tomar cuidado.
  Moacir sai do local. Lúcio abaixa a cabeça.
Corta para:

CENA44. CASA DOS CRAVEL. GARAGEM. EXTERIOR. DIA
Um carro está saindo da GARAGEM, Sara e Júlio, os investigadores, se aproximam perto do banco do motorista e veem Daniel, irmão de Cristiano, estava prestes a sair, quando viu os investigadores.

Daniel     — Boa tarde.O que desejam?
Sara       — Queremos saber se essa é a Rua
Barão.
Daniel     — Sim.Por quê?
Júlio      — Estamos procurando um tal de
Cristiano Cravel. Você o conhece?
Daniel     — Claro que o conheço, ele é meu
irmão. O que vocês querem com ele?
Sara       — Queremos saber se ele sabe de alguma
coisa sobre o assassinato do casal
Pacheco.
   Cristiano aparece caminhando e os investigadores veem e os dois vão em direção ao Cristiano.
Júlio      — Sr. Cravel, queremos falar com você.
Cristiano  — Vocês são quem?
Sara       — Somos investigados da polícia
militar.
  Cristiano tenta fugir, mas sem sucesso porque é pego por Júlio.
Júlio      —(entredentes)Tava pensando em fugir.
Isso só vai piorar pro seu lado. Vamos
para o instituto que vamos interrogá-lo
e seu irmão também.
Corta para:


CENA45. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA DO RJ. SALA DE
INTERROGATÓRIO. INT. DIA/NOITE
 Cristiano e Daniel estão sentados embaixo da lâmpada.
Júlio está sentado defronte a eles, Sara está de pé com a fala em tom furioso.

Sara       —(furiosa)Vocês vão falar sobre o
envolvimento do assassinato do casal
Pacheco!
Cristiano  — Eu tenho o direito de ficar calado.
Júlio      — Então quer que o senhor vai ficar
calado e não dizer nada, tudo bem isso
é um direito seu.
Daniel     — Cristiano, você não pode guardar
esse segredo, você precisa contar pra
eles.
Cristiano  — Eu não vou contar pra eles.
Daniel     — Se você não contar pra eles eu vou
contar pra eles sobre o assassinato do
casal.
Cristiano  —(furioso)Você vai contar o que! Que
nós matamos aquele casal... Opa, acho
que falei demais.
Júlio      —(sorrindo)Você falou o que queríamos  
ouvir, mas tem uma coisa que queremos  
saber. A garota Suzane Pacheco tem
alguma ligação com esse assassinato?
Daniel     — É claro que ela tem, foi ela mesma
que planejou o assassinato dos pais.
Júlio      — Sara, liga para Suzane e manda ela    
voltar aqui para prestar novo
depoimento.
Sara       —(pegando o celular,colocando no
bocal) Alô, Srta. Pacheco, queremos que
você e seu irmão voltem aqui para
prestarem mais um esclarecimento.
(sorrindo) A senhorita e seu irmão vão
vir prestar novo depoimento, tudo bem,
tchau.
   Sara desliga o celular.
Aqui já é noite,mostrar pela luz. Júlio e Sara, os investigadores estão esperando Suzane e Andreas para o depoimento.

Sara       — Mas essa garota está demorando
demais. O que será que houve?
  Catarina bate na porta, Sara abre, Catarina entra e as duas encaram-se.
Catarina   —(falando ao ouvido)Suzane acabou de
chegar com o irmão.
Sara       —(falando ao ouvido) O que eles
estavam fazendo?
Catarina   — Parece que estavam fazendo compras?
Júlio      — O quê?...Eles demoraram esse tempo
para ficar comprando coisas no
shopping. Nesse caso chame eles.
Catarina sai do local.
Corta para:

CENA46. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA DO RJ. SALA DE
ESPERA. INT. NOITE
Suzane e Andreas estão sentados e sem sacolas de compras (porque elas estão no carro). Catarina chega para chamá-los.

Catarina   — Boa noite, pessoal. Finalmente vocês
dois chegaram, estávamos à espera dos
dois, venham comigo.
  Suzane e Andreas levantaram-se e seguiram Catarina.
Corta para:

CENA47. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA DO RJ. SALA DE
INTERROGATÓRIO. INT. DIA
Os mesmos da Cena 45 estão presentes no mesmo lugar. Catarina, Suzane e Andreas entram. Suzane fica tensa ao ver Cristiano e Daniel, mas não deixa se intimidar pelo fato dois estarem no local.

Suzane     — O que querem comigo dessa vez?

Sara       —(apontando para os irmãos)Sabe
aqueles dois ali? Eles disseram que
você planejou o assassinato dos seus
pais.
Suzane     —(tensa) Gente, isso é absurdo, eu não
poderia ter planejado o assassinato dos
meus próprios pais, isso é fantasia
desses dois irmãos.
Júlio      —(desconfiado) Como você sabe que
esses dois são irmãos?
Suzane     — Eu sei porque foi isso que Cristiano
me falou que os dois eram irmãos.
Sara       —(irritada) Pare de nos enrolar e diga
logo sobre seus pais!
  Suzane encara todos com um olhar frio e gélido.
Suzane     —(friamente) Você quer a verdade?...
Então aí vai...Eu planejei a morte dos
meus pais, isso mesmo, fiz e não me
arrependo e se possível faria tudo
outra vez.
   Andreas encara Suzane com um olhar severo.
Andreas    —(irritado) Como você ousa planejar o
assassinato dos nossos pais, você
realmente não tem coração, sua vadia!
Suzane     —(friamente) Eu tive que namorar
escondido dos nossos pais porque eles
contra o meu namoro com o Cristiano e
você sabia disso o tempo inteiro, eu
deveria ter matado você também, dessa
maneira eu seria a única herdeira dos
R$200 milhões de reais que é patrimônio
da nossa família.
Andreas    —(irritado) Você disse muito bem,
“nossa família”, mas se depender de mim
vai ser apenas minha família, porque eu
vou fazer o possível e impossível para
que você não receba nada desse
patrimônio...Entendeu nada!
  Andreas dá um encontrão em Suzane e sai do local furioso.
Catarina   — Bom, nesse caso os três estão presos
(algemando Suzane) e tem o direito de
ficarem calados, tem direito a um
advogado.
  Cristiano e Daniel são algemados por Júlio e Sara.
Corta para:

CENA48. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA DO RJ. CORREDOR.
INT. DIA
Os mesmo da Cena Anterior estão presentes. Andreas está sentado em banco no meio do corredor, quando Catarina, Sara e Júlio surgem com Suzane, Cristiano e Daniel estão algemados e sendo levados para a cadeia. Andreas levanta rapidamente.

Andreas    —(grita) Assassinos! Assassinos!
  Suzane vira o rosto para não encarar o irmão. Os irmãos Cravel se mostram arrependidos. Sara para Daniel para fazer-lhe uma pergunta.
Sara       — Eu quero saber, onde foi que vocês
esconderam a arma do crime?
Daniel     — Ela está enterrada no quintal da
nossa casa.
  Sara e Daniel continuaram andando.
Corta para:

CENA49. MANSÃO FERREIRA. SALA. INTERIOR. NOITE
Lúcio espera impaciente pela sua namorada, ele levanta e senta a todo o momento. Fernanda toca a campainha, Lúcio vai atender e é surpreendido por confetes dos amigos e da namorada.

Lúcio      —(com olhar severo) Não achei graça
nenhuma.
Jairo      — Cara, deixa de ser besta claro que
teve graça é você que sabe brincar,
deve tá chateado porque nunca foi à
nenhuma balada.
Lúcio      — Eu não estou chateado é porque é
           minha primeira vez que eu saio de casa.
Fernanda  — Não vamos perder tempo e vamos logo
para a balada e dançar muito.
Lúcio     —(sorrindo) Então vamos.
  Lúcio, seus e sua namorada saem.
Corta para:

CENA50. DISCOTECA. PISTA/ÁREA VIP. INTERIOR. NOITE
Os mesmo da Cena Anterior estão presentes. Música eletrônica alta, figurantes dançando. Lúcio fica fascinado com o que vê.

Lúcio      —(berra) Tudo aqui é tão bom!
Kamila     —(berra) E vai ser ainda se melhor
se você dançar.
Lúcio      —(berra) Eu não sei dançar música
eletrônica e ainda mais esse tipo de
música.
Jairo      —(berra) Mas disse que queria vir para
uma balada eletrônica.
Lúcio      —(berra) Vamos para a área VIP
conversar melhor.
Corta descontínuo para ÁREA VIP. Lúcio e seus amigos chegam na Área VIP (onde o som é mais baixo). Sentam na mesa redonda.
Jairo      — Explica agora essa história da
balada.
Lúcio      — Você entendeu errado, eu queria ir
para uma balada funk e não para uma
balada eletrônica.
Kamila     — Eu detesto funk. Prefiro mais
eletrônica que tem mais balanço do que
o funk.
Lúcio      — Quer saber, vamo embora porque isso
aqui já deu.
Corta para:




CENA51. RUA CARIOCA. EXTERIOR. NOITE
O carro de Lúcio vem em alta velocidade, o semáforo que estava vermelho passa para o verde e segue, mas na outra rua seguia outro carro em altíssima velocidade, mas para ele o sinal estava fechado e mesmo assim ele segue e bate no carro de Lúcio que capota.
Corta para:

CENA52. MANSÃO FERREIRA. QUARTO DE MOACIR. INT. NOITE
Moacir dorme, o celular toca, ele acorda e atende o telefone.

Moacir     —(sonolento) Alô, quem fala? Ah sim e
o que eu tenho haver com isso. (muda a
expressão) O quê? Isso não é possível.

Corta.

FIM DO CAPÍTULO
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