A Nova Lei
Novela de
Cleiton de Castro Sales
Personagens
deste capítulo
ANDRÉ GILBERTO MIGUEL
ANTONELA GREGÓRIO MOACIR
ARIANA JAMES
BENJAMIN JULIANO OMAR
CARLOS JÚLIO PAMELA
CATARINA JORGE RAFAEL
LÚCIO ROSA
DAVI SARA
EDUARDO LUCIANO VANESSA
ESTER MARTA VINÍCIUS
FELIPE MAX WILLIAN
PARTICIPAÇÃO
ESPECIAL:
CARA QUE ESTAVA PRESTES A SER ASSASSINADO, SUZANE (irmã mais
velha), ANDREAS (irmão mais novo), POLICIAL, DANIEL (namorado de Suzane),
CRISTIANO (irmão de Daniel), EMPREGADA, JAIRO (amigo de Lúcio), KAMILA
(namorada de Jairo), FERNANDA (namorada de Lúcio) Moça da lanchonete,Viúva.
CENA1. RUA QUALQUER DO RIO DE
JANEIRO. EXTERIOR. NOITE
Um carro segue em alto velocidade por um certo
local, mas de repente o automóvel para. Os gêmeos Max e Juliano descem do
carro. Max tira um cara algemado à força, o joga no asfalto e aponta uma
pistola para ele.
CARA —
(piedosamente) Por favor, cara não me mate, prometo que não contarei
nada para a polícia.
MAX —
Eu sinto muito, mas você sabe demais sobre nossa quadrilha. Juliano como
devo executá-lo?
JULIANO — (friamente) Que tal uma simples e arma rápida que vai direto no
coração.
MAX —
(sorrindo) É por isso que eu amo você meu irmão (beija na bochecha),
você sempre tem os melhores jeitos para matar uma pessoa.
CARA —
(desesperado) Eu já disse para os
dois que eu não contarei nada para polícia.
MAX —
(engatilhando a pistola) É claro que você não dirá nada, além do mais
morto não fala (aponta a pistola).
Max
atira duas vezes e mata o cara algemado. Juliano vai na direção do cara morto,
abaixa, coloca o dedo em sua garganta e
olha para o irmão fazendo sinal com a mão de que ele está mesmo morto. Os
gêmeos entram no carro e fogem em alta velocidade.
Corta para:
CENA2.
MANSÃO PACHECO. QUARTO DO CASAL. INTERIOR. NOITE
Um
homem morto junto com sua esposa morta também e o casal deitado na cama cheia
de sangue deles. O delegado James espera ansiosamente pelo investigador perito Gilberto que chega ao local apressado.
JAMES —
(olhando no relógio) Isso são horas de
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chegar,
Gilberto? Estamos esperando você faz uma hora.
GILBERTO —
(aproxima dos corpos) Fiquei preso no trânsito como de costume (abaixa e
abre a maleta).
JAMES —
Mas poderia ter avisado é por isso que existe o que conhecemos por
celular.
GILBERTO —
(pega uma lanterna e a liga) Mas o meu estava sem bateria e você sabe
que é impossível ligar para alguém com a bateria descarregada.
JAMES —
Então o que temos aqui nesse casal morto.
Gilberto aproxima dos corpos iluminando com
a lanterna.
GILBERTO — Os
dois levaram um tiro cada um e foi direto no coração, mas o resto só saberemos
na necropsia.
JAMES —
Era por isso que estávamos esperando por você, por que o legista está
aqui ( apontando para o homem), mas só vai levá-los somente com a sua liberação.
GILBERTO —
Está bem, eu só vou recolher as balas e depois o legista pode recolher
os corpos para a autopsia.
Gilberto vai até a maleta pega uma grande
pinça, volta e tira as balas do casal e as coloca em um recipiente livre de
bactérias. Ao sair de perto do casal, o investigador notou uma jarra d’água no
criado-mudo e não havia copo.
GILBERTO —
(apontando para a jarra) É
estranho essa jarra aqui no criado-mudo e não ter copo.
JAMES —
Vai ver esqueceram de pegar o copo. E além do mais isso não tem nada
haver.
GILBERTO — (colocando o recipiente na maleta) Tem tudo haver, James, por que pode ser uma
pista importante ou não e para sabemos temos que falar com os filhos do casal.
JAMES —
Você acha que filhos sabem sobre a jarra do criado-mudo?
GILBERTO —
(fechando a maleta) Não sei, mas
acho que devem saber mais é sobre o que aconteceu no 2
quarto.
O
delegado e o investigador saem do
quarto.
Corta
para:
CENA3. MANSÃO PACHECO. SALA.
INTERIOR. NOITE
Uma
moça e um rapaz choram pela morte dos pais. O delegado James e o investigador
perito Gilberto descem a escada e vão em direção aos chorosos. Os dois jovens
levantam e secam as lágrimas.
SUZANE —
(chorosa) Nossos pais estão mesmo
mortos?
JAMES —
Sim, os dois estão mortos.
Os
dois jovens voltam a chorar.
GILBERTO —
(friamente) Sentimos muito pela sua perda.
ANDREAS —
(chorando) Vocês não sentem nada
por nada.
JAMES —
Qual é o seu nome rapazinho?
ANDREAS —
(secando as lágrimas) Andreas.
GILBERTO —
Qual é o seu nome moça?
SUZANE —
Suzane. Suzane Pacheco.
Júlio
aparece na sala e fala.
JÚLIO —
James, Gilberto, (mostrando um revólver) olhem só o que eu achei perto
do corpo da mãe.
James
e Gilberto se viram para os dois jovens.
JAMES —
Algum dos dois jovens pode explicar esse revólver.
O
silêncio toma conta da sala.
GILBERTO —
Vamos ter que pegar as impressões digitais dos dois.
ANDREAS —
Mas porque querem nossas impressões digitais?
SUZANE —
Não matamos nossos pais, porque querem fazer isso? 3
JÚLIO —
Só vamos tirar as impressões para excluí-los como suspeitos. (se
aproxima de um policial), por
favor,
chame a investigadora Catarina.
POLICIAL —
Sim eu avisá-la imediatamente para vir.
O
policial sai de perto dos jovens e sobe a escada.
Corta para:
CENA4.
MANSÃO PACHECO. CORREDOR/PORTA DO QUARTO. INTERIOR. NOITE
A
investigadora perita Catarina está diante da porta do quarto do casal com luvas
colocadas e colocando um pó especial para ver as impressões digitais e ela
fazia isso com um pincel redondo. As impressões que eram invisíveis se tornaram
visíveis, a investigadora colheu com uma fita especial. O policial aparece no
momento em que ela iria sair e os dois dão um encontrão.
CATARINA —
Desculpe, eu não te vi, eu estava completamente distraída.
POLICIAL — (sorrindo)
Não se preocupe e além do mais eu estava a sua procura.
CATARINA — A
minha procura, mas por quê?
POLICIAL —
Na verdade eu vim aqui chamá-la, porque o investigador Júlio quer que
você vá retirar as impressões digitais dos dois jovens lá na sala.
CATARINA —
(não fica surpresa) Tudo bem então vamos voltar à sala.
Catarina pega sua maleta e sai do corredor
junto com o policial.
Já corta para:
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CENA5. MANSÃO PACHECO. SALA.
INTERIOR. NOITE
Os
mesmos da Cena 3 exceto o policial que chega descendo as escadas com a
investigadora Catarina que carregava sua maleta, abaixa e pega um papel e uma
pasta preta que serve para tirar as impressões digitais. A investigadora se
aproxima dos jovens com a pasta na mão.
CATARINA —
Me de a sua mão, mocinha.
Suzane levanta a mão. Catarina pega a mão e
passa dedo por dedo na pasta, depois passa os dedos manchados no papel.
CATARINA —
Agora é sua vez, rapazinho.
Andreas levanta a mão e Catarina faz a
mesma coisa que fez com Suzane e depois colocou o papel das digitais na maleta
e a fechou. Sara aparece com a luva colocada e um enorme saco cheio de toalhas.
GILBERTO — Você
tirou fotos do casal.
SARA —
Tirei, estão no cartão de memória da minha máquina.
GILBERTO —
Depois leve seu cartão de memória ao Tomás.
Duas macas passam pela sala cobertas com
plástico preto e saem pela porta.
SUZANE —
Vamos acompanhar nossos pais até o Instituto de Perícia.
JAMES — Eu
sinto muito, mas não podem acompanhar a necropsia e nesse caso os dois terão
que esperar a necropsia terminar.
Corta para:
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CENA6.
INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA DO RJ. LABORATÓRIO DE NECROPSIA. INTERIOR. DIA
Montes
de geladeiras fechadas, os corpos do casal da Cena 2 estão estirados em duas
macas e sem roupas. O médico-legista Willian verifica todo o corpo do pai dos
jovens, não há nenhuma lesão, mas vê um furo de bala, faz algumas anotações,
pega um bisturi, faz um rasgo do pescoço ao púbis no formato de “Y” , tira o
coração. O investigador Gilberto entra e vai em direção à maca.
GILBERTO —
Então, doutor como está o casal?
WILLIAN — (com o coração na mão) Infelizmente eu
só examinei o pai (apontando para o coração) veja o coração do pai que está
pálido e pelo que estou vendo que todos os outros órgãos também estão assim.
GILBERTO —
Então qual é causa da morte, doutor?
WILLIAN —
Hemorragia causada por ferimento à bala e acho que a mãe também é mesma
causa mortis.
GILBERTO —
Então você não vai precisar necropsiar a mãe.
WILLIAN —
Mas é claro que vou fazer a necropsia da mãe, por que é o meu trabalho.
GILBERTO —
Então eu vou deixar você trabalhar em paz.
Gilberto se retira do local.
Corta para:
CENA7. CASA DOS ASSIS OLIVEIRA.
SALA. INTERIOR. DIA
Os
gêmeos Miguel e Rafael estão no sofá estudando ao lado seus amigos e também
gêmeos Felipe e Vinícius. O gêmeo Vinícius abre a mochila, pega um cigarro de
maconha e começa a fumá-lo.
FELIPE —
Vinícius o que você está fumando?
VINÍCIUS —
(grogue) Estou fumando um baseado, mano.
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MIGUEL —
(nervoso) Cara, larga esse
baseado e
vem
estudar conosco.
Vinícius para de fumar.
VINÍCIUS —
(nervoso e apontando o dedo) Eu faço o que quero da minha vida, eu sou
maior e vacinado.
RAFAEL —
Esse pensamento vai te levar a uma coisa muito ruim.
FELIPE —
Escute o que ele tem a dizer, porque nosso amigo tem razão e eu também
acho que se continuar sendo um drogado, você estará morto antes do que pensa.
A porta abre e Catarina entra e vai
direção ao sofá e vê a tensão entre os gêmeos.
CATARINA —
(desconfiada) O que está havendo
rapazes?
Miguel levanta apressado e aponta o dedo
para Vinícius.
MIGUEL —
Vinícius estava fumando um baseado.
CATARINA —
(surpresa) O quê? Você está fumando maconha, Vinícius?
VINÍCIUS —
(levantando) A vida é minha, o corpo é meu e faço com ele o que eu
quero.
Rafael
e Felipe se levantam.
RAFAEL —
(calmo) Vinícius. Essa aqui é a casa dos Assis Oliveira e aqui não entra
drogas, você entendeu.
FELIPE —
(calmo) Ele tem razão, mano, aqui não é lugar para você fumar seu
baseado.
VINÍCIUS —
(grita) Ninguém manda em mim e nem você mano!
Eduardo aparece descendo as escadas e vai
em direção ao sofá.
EDUARDO — (nervoso) Mais o que está acontecendo
aqui?
MIGUEL —
(abaixa a cabeça) Não está acontecendo nada, pai.
EDUARDO —
(deboche) Não está acontecendo nada. Eu
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ouvi
os gritos do seu amigo. (grita) Eu exijo que me
digam
o que está acontecendo!
CATARINA —
Vinícius estava fumando um cigarro de maconha.
Eduardo se afasta um pouco do sofá, passa a
mão no cabelo e se aproxima do sofá nervoso.
EDUARDO —
(nervoso) Eu quero que você e seu irmão peguem seus materiais e saiam da
minha casa.
FELIPE —
Mas Seu Eduardo nós quatro estávamos estudando.
EDUARDO —
(nervoso) Eu não quero saber, peguem seus materiais, suas drogas e saiam da minha casa.
Os gêmeos recolhem os cadernos, os livros,
fecham as mochilas e vão até a porta. Felipe abre a porta e sai. Vinícius ia
sair, mas Eduardo o impede.
EDUARDO —
Espere ai, Vinícius preciso falar uma coisa com você antes de ir embora.
Vinícius apenas vira o rosto para Eduardo e
o encara.
EDUARDO —
(calmo) Escuta aqui seu noiado,
se você fumar maconha aqui na minha casa de novo, você vai se retirar, mas
dessa vez vai ser é com a polícia.
Vinícius o encara, mas sai da casa. Eduardo
bate a porta com força.
Corta para:
CENA8.
SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS. ESCRITÓRIO DA SECRETÁRIA. INTERIOR. DIA
A
secretária Ester está analisando alguns papéis em sua mesa e a porta do
escritório abre e seu irmão Davi entra e vai em direção à mesa trazendo um
jornal em sua mão.
ESTER —
(sorrindo) Oi, Davi eu nem te vi aí eu estava distraída.
DAVI —
Não se preocupe com isso. (mostrando o jornal) Você viu o jornal de
hoje.
Ester pega o jornal e lê a notícia em
manchete “ GOVERNO NEGA LEI DA PENA DE MORTE” 8
Ester levanta apressada.
ESTER —
(feliz) Mais isso é uma ótima notícia para nós, veja o que diz o artigo:
O governo brasileiro resolveu ceder a pressão dos ativistas dos direitos
humanos e negar a lei da pena de morte, por que eles tiveram o apoio do senador
Samuel Rosania. Essa não é uma ótima notícia.
DAVI —
É claro que é mana, por que você sabe que nós temos o apoio do senador
Samuel Rosania.
ESTER — (sentando) Mas é claro que com o apoio do
senador Samuel nunca teremos neste país a pena de morte.
Corta para:
CENA9.
CASA DOS ASSIS OLIVEIRA. SALA DE JANTAR. INTERIOR. DIA
Eduardo
e Catarina estão sentados à mesa junto com gêmeos Miguel e Rafael. Os quatro
estão comendo apressadamente. Eduardo termina de engolir a comida e fala.
EDUARDO —
Meus filhos, os dois vão chegar atrasados na faculdade, lembrem-se que é
o último ano dos dois.
Miguel
engoli a comida e fala.
MIGUEL —
(largando os talheres) Nós
sabemos de tudo isso papai (levanta) Rafael e eu já estamos de saída não é
mano.
RAFAEL —
(com a boca cheia) É claro mano.
CATARINA —
Filho, não fale de boca cheia.
Rafael
termina de engolir a comida.
RAFAEL —
Desculpe, mãe eu tinha me esquecido.
MIGUEL —
(estalando os dedos) Rápido, Rafael, senão vamos chegar atrasados na
faculdade.
RAFAEL —
(levantando as mãos) Está bom, não precisa me apressar (levanta) Eu já
me levantei e agora podemos ir.
Os gêmeos
se retiram do local. O casal fica para
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conversar.
EDUARDO — (joga o guardanapo na mesa) Bom, se você me dá licença(levanta) eu vou
para o meu trabalho que eu tenho mais o que fazer.
CATARINA —
(berra) Você não vai sair daqui, senta aí agora!
Miguel
e Rafael chegam bem na hora em que Catariana berra com Eduardo.
MIGUEL —
Mãe, a senhora e o papai estão brigando de novo?
Catarina ficou sem reação diante daquela pergunta.
Corta para:
CENA10. MANSÃO FERREIRA. SALA DE
JANTAR. INTERIOR. DIA
O senador Moacir está tomando café da manhã
com seu filho Lúcio quando a campainha toca e a empregada vai atender. Abre a
porta e Fernanda está na porta de costas e ela se vira e fala.
FERNANDA —
Bom dia, o Lúcio está acordado?
EMPREGADA — Ele
está tomando café da manhã, entre.
Fernanda entra e vai em direção à mesa de
jantar. Lúcio vê sua namorada se aproximando e levanta apressado e vai em
direção à Fernanda.
LÚCIO — (abraça Fernanda) Oi, Fernanda, tudo bem com você meu amor
(beija na testa).
FERNANDA —
(se afasta) Eu estou ótima, mas eu só vim aqui para confirmar se vamos
na balada hoje.
MOACIR —
Você vai na balada hoje meu filho?
LÚCIO —
É verdade, pai, eu vou na balada hoje à noite.
MOACIR — (preocupado) Meu filho sair durante a noite é muito
perigoso, você pode ser assaltado ou até ser morto.
LÚCIO
— (tenta acalmá-lo)Fica calmo,
pai, não vai acontecer nada comigo.
MOACIR
— (aflito)Eu não sei não, meu
filho, mas eu pressinto que essa balada não vai ser nada bom.
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LÚCIO
— (deboche) Pai, somente as mulheres tem sexto sentido.
MOACIR
— (friamente) Não faça deboche de
coisa séria, meu filho.
Corta para:
CENA11. CASAS DOS ASSIS OLIVEIRA.
SALA DE JANTAR. INTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena 9 estão presentes no local
diante da investigadora Catarina que ficou sem reação diante da pergunta do
filho Miguel.
MIGUEL
— E então, mãe, vocês dois
estavam brigando?
Catarina levanta e vai em direção ao filho Miguel.
CATARINA
— (docemente) Filho, não
estávamos brigando, e nem muito menos discutindo, eu só berrei com seu pai,
porque eu queria ele me explicasse uma coisa que ele fez.
RAFAEL
— Mas o que o papai fez de tão
grave que fez a senhora gritar com ele?
EDUARDO
— Eu não me lembro de ter feito
nada de grave.
CATARINA
— Isso é o que você diz, mas pelo
que eu me lembro, você fez uma coisa que com certeza vai se arrepender.
A mãe de Catarina, Ariana ENTRA no local apressada.
ARIANA
— Mas o que ele vai se
arrepender, Catarina?
CATARINA
— Eu não tenho tempo para falar,
tenho que voltar ao trabalho.
Catarina pega sua bolsa, a abre e pega as chaves do carro e SAI do
local.
Corta para:
CENA12. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA
DO RJ. ESCRITÓRIO DE GILBERTO. INTERIOR. DIA
O investigador Gilberto está sentando em sua
mesa olhando para as fotos do computador (fotos do casal morto na cama), a
porta abre e Gregório ENTRA e vai direção à mesa e percebe que Gilberto está
bem concentrado.
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GREGÓRIO
— Gilberto o que está fazendo?(passa a mão na frente dele)Gilberto?
(berra) Gilberto!
GILBERTO
— (assustado)O que foi?
GREGÓRIO
— Você estava muito concentrado no que estava fazendo. Desse jeito
qualquer mau-elemento poderia entrar aqui e matá-lo.
GILBERTO
— Isso seria impossível, porque o Instituto é cheio de seguranças e têm
vistoria do crachá.
GREGÓRIO
— Isso é verdade, mas qualquer um pode falsificar o crachá do Instituto.
GILBERTO
— E você o que faz aqui?
GREGÓRIO
— Eu vim me apresentar, (estendendo a mão) sou Gregório de Matos Guerra.
GILBERTO
— Muito prazer, sou Gilberto Gilvêncio dos Santos.
GREGÓRIO
— Por onde eu começo, Gilberto?
GILBERTO
— Você vai começar colhendo sangue da cena do crime. Qualquer sangue que
seja suspeito.
Catarina ENTRA apressada com uma folha de papel na mão.
GILBERTO
— Porque está aqui? Devia estar tentando descobrir de quem são as
digitais que você encontrou na porta do quarto do casal.
CATARINA
— É por isso que estou aqui(entregando o papel).
Gilberto
pega o papel (imagem de Suzane ao lado da digital dela)
Corta para:
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CENA13. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA
DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO. INTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena Anterior menos Gregório,
estão em um local pequeno com uma lâmpada em cima iluminando o lugar e uma mesa
no centro e Suzane estava sentada em uma cadeira perto da mesa e o investigador
estava sentado na frente de Suzane.
SUZANE — Eu não sei como a minha digital foi parar na
porta do quarto dos meus pais.
CATARINA — (berra) Então explique melhor como suas
digitais foram parar lá.
GILBERTO
— Então tente se lembrar de como suas digitais foram parar na porta.
SUZANE
— Está bem eu falo.
Corta rápido para:
CENA14. MANSÃO PACHECO.
CORREDOR/PORTA DO QUARTO DO CASAL. INTERIOR. DIA
FLASHBACK DE CENA NÃO GRAVADA
A cena está precedente em OFF, Suzane está
diante da porta do quarto dos pais e abre-a devagar e vê seus pais dormindo.
SUZANE
— (OFF)Eu fui ver se meus pais estavam dormindo.
CATARINA — (OFF) Foi só isso que você fez?
Corta para:
CENA15. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA
DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO. INTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena 13 estão presentes no mesmo
local e no mesmo lugar onde estão.
SUZANE
— Sim, foi isso.
GILBERTO
— Tudo bem pode ir, mas ainda vamos querer mais respostas.
Suzane
se levanta e se retira do local.Catarina olha para Gilberto e fala.
CATARINA — O que você acha, Gilberto?
13
GILBERTO —(friamente) Com certeza ela está mentindo.
Corta para:
CENA16. UNIVERSIDADE. LANCHONETE. EXTERIOR.
DIA
Os gêmeos Miguel e Rafael chegam perto do
balcão da lanchonete e se debruçam.
RAFAEL
— Por favor, nos sirva um suco de
laranja e um de uva.
MOÇA
— Agora mesmo.
A moça
SAI de perto balcão e vai para a cozinha. Os gêmeos Felipe e Vinícius vestidos
diferentes se aproximam de seus amigos.
MIGUEL
— (deboche)E então, Vinícius, você vai fumar um baseado aqui na nossa
universidade?
VINÍCIUS
— (nervoso)E se eu quiser fumar, e daí, a vida é minha se eu quiser
morrer vocês não tem nada a ver com isso.
MIGUEL
— (furioso, pegando pelo colarinho) Escuta aqui cara, eu não vou deixar
você estragar a sua vida por causa de um baseado!
Vinícius encara Miguel com um olhar severo.
Corta para:
1º INTERVALO COMERCIAL
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CENA17. UNIVERSIDADE. LANCHONETE.
EXTERIOR. DIA
Continuação da Cena Anterior. Vinícius encara
Miguel com um olhar severo.
VINÍCIUS
— (furioso, se soltando)Olha aqui cara, você não tem o direito de se
intrometer na minha vida!
RAFAEL
— (tirando o celular do bolso)Então vamos ter que chamar a polícia pra
te prender, seu noiado.
VINÍCIUS
— Você pode chamar a
polícia,porque eu não trouxe nenhum baseado aqui comigo.
RAFAEL
— (discando os números)Isso é o
que veremos(colocando o celular no bocal)Oi, bom dia, eu gostaria de registrar
uma denúncia.Qual? Tem um drogado aqui na Universidade Campos Sales que tem
maconha em sua mochila.Vocês vão vir averiguar, muito obrigado(desligando o celular).
MIGUEL
— Pronto a denúncia está feita,
daqui alguns minutos eles vão prender você.
Vinícius encara seus amigos com olhar severo.
Corta para:
CENA18. MANSÃO PACHECO. ESCRITÓRIO.
INTERIOR. DIA
Gregório examina o local detalhadamente, com o
lugar todo revirado, gavetas abertas e papéis no chão. O investigador olha tudo
com atenção, até achar em meios aos papéis quatro fios de cabelo, dois fios
castanhos, dois loiros.
GREGÓRIO
— Olha o que temos aqui, parece
que achamos alguma coisa suspeita.
O investigador abre a maleta pega um potinho e
uma pinça pequena e colhe os fios de cabelos e os coloca no potinho fechando-o
e colocando na maleta, fecha-a e SAI do local.
Corta para:
15
CENA19. ESCOLA SABRES DE ASSUNÇÃO.
PÁTIO. EXTERIOR.
DIA
No local há muita conversa alta. Benjamin está
andando ao lado de seu amigo Carlos. Jorge surge por trás e fala.
JORGE
— (deboche) E aí sua baleia negra, como você vai?
BENJAMIN
— (furioso, apontando o dedo) Escuta seu merda, se você me chamar de
baleia outra vez, vai se ver comigo.
CARLOS
— (tenta acalmá-lo) Cara, calma senão você só vai dar razão pra ele.
BENJAMIN
— (grita) Eu não aguento mais, Carlos, são nove anos de xingamento e
tortura!
JORGE
— (friamente)Eu sei, mas a sua tortura está só começando.
BENJAMIN
— (apontando o dedo) Um dia você vai pagar pelo faz comigo todos os
dias.
JORGE
— (deboche)Ui, eu estou morrendo de medo de você. Não tem capacidade
para me deter.
Benjamin encara Jorge com um olhar e se afasta.
Corta para:
CENA20. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA
DO RJ. ESCRITÓRIO DE GILBERTO. INTERIOR. DIA
Gilberto olha seus e-mails no computador,
quando Gregório ENTRA no local com uma folha de papel e fala.
GREGÓRIO
— Gilberto eu tenho grandes novidades sobre o caso dos Pacheco.
GILBERTO
— Que novidades tem sobre o caso.
GREGÓRIO
— Eu achei quatro fios de cabelos em aos papéis revirados do escritório,
dois castanhos e dois loiros.
GILBERTO
— E o que isso tem de novidade?
GREGÓRIO
— (entregando o papel)É que os quatro fios de cabelos tem o mesmo DNA.
Gilberto pega o papel e olha que está escrito: “ DNA MASCULINO,
IDÊNTICO”.
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GILBERTO
— (sorrindo)Parece que pegamos ela.
Corta rápido para:
CENA21. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA
DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO. INTERIOR. DIA
Suzane e
Andreas estão sentados na cadeira embaixado da luz da lâmpada, Gilberto está
sentado defronte à ela e Gregório está de pé com uma fala prolixa.
GREGÓRIO
— Expliquem pra gente como aqueles
fios de cabelo foram parar no meio daqueles, pelo que eu sei, você, senhorita
Suzane Pacheco é loira, esses fios de
cabelo poderia ser dos dois.
GILBERTO
— Isso não é verdade, Gregório,
porque o exame mostrou que o DNA dos dois cabelos é masculino.Agora sou é que
vou perguntar a vocês. Como aqueles fios de cabelo foram parar no meio dos
papéis.
ANDREAS
— Eu não sei de nada sobre esses
fios de cabelo.
GILBERTO
— E você senhorita Pacheco, sabe
de alguma sobre isso?
SUZANE
— (tensa)Eu não sei de nada sobre isso.
GREGÓRIO
— (desconfiado)Tem certeza?
Suzane respirou profundamente.
SUZANE
— Está bem eu vou contar o que eu sei.
Corta rápido para:
CENA22. MANSÃO PACHECO. ESCRITÓRIO.
INTERIOR. NOITE
FLASHBACK DE CENA NÃO GRAVADA
Suzane chega ao local e vê todas as gavetas
abertas e papéis espalhados no chão.
SUZANE
— (off)Eu cheguei em casa e encontrei todo o escritório revirado,
gavetas abertas e papéis espalhados no chão.
Corta para:
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CENA23. INSTITUTO DE CRIMINALISTÍCA
DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO. INTERIOR. DIA
Com a última cena precedente em OFF. Os mesmo
da Cena 21 estão presentes no mesmo local e no mesmo lugar onde estão.
SUZANE
— É só isso que eu sei sobre esses fios de cabelo.
GILBERTO
— Tudo bem os dois podem ir, mas ainda vamos querer mais respostas sobre
o caso.
Suzane
e Andreas se retiram do local.Gregório olha para Gilberto e fala.
GREGÓRIO
— O que você acha deles, Gilberto?
GILBERTO
— Pra mim os dois estão mentindo.
Corta para:
CENA24. FUNERÁRIA BATISTA. SALA DE
ESPERA. INTERIOR. DIA
SALA DE ESPERA. Suzane e Andreas estão esperando sentados
pelo dono da funerária.
SUZANE
— (levanta) Ele está demorando demais para nos dar alguma resposta.
ANDREAS
— Eu sei Suzane, mas temos que
esperar pelo senhor Batista.
Omar chega de terno.
OMAR
— Boa tarde, senhorita.
SUZANE
— Boa tarde, senhor Batista. Quando nossos pais serão enterrados?
OMAR
— Basta vocês comprarem os caixões e marcarem o velório de seus pais falecidos
e principalmente o enterro no cemitério.
ANDREAS
— (levanta)Então vamos resolver isso no seu escritório.
OMAR
— (suspira)Tudo bem, os dois podem vir comigo.
Os três saem do local.
Corta para:
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CENA25.FUNERÁRIA BATISTA.SALA DOS CAIXÕES/ESCRITÓRIO
DO OMAR.INTERIOR.DIA
Os mesmo da Cena Anterior entram em uma sala
cheia de caixões de diversos tamanhos e cores.
OMAR
— (apresentando)Aqui é a sala dos caixões e vocês podem escolher os
caixões que quiserem.
Andreas se aproxima de dois caixões tamanho adulto.
ANDREAS
— Eu vou escolher esses dois aqui de mogno.
SUZANE
— (indo em direção à Andreas) Eu também gostei desses caixões, vamos
comprar esses dois.
OMAR
— Então vamos ao meu escritório que fica aqui do lado e vocês marcarem o
dia do velório.
Corta descontínuo para ESCRITÓRIO DO OMAR, Os três entram
no local, senhor Omar senta em sua mesa, e os irmãos sentam em sua frente.
OMAR
— Para que dia vocês querem marcar o velório e o enterro?
SUZANE
— Eu quero que o velório e o enterro seja para o dia 27. Você concorda
Andreas?
ANDREAS
— Sim, eu concordo, mas eu quero que o enterro e o velório sejam no
mesmo dia.
OMAR
— Está bem, qual dos dois é maior de 18 anos?
SUZANE
— Eu tenho 19.
OMAR
— (entregando um papel)Então assine esse contrato para futuros
pagamentos.
Suzane
pega o contrato, olha minuciosamente, pega a caneta e assina.
SUZANE
— (entregando o contrato)Pronto, está assinado.
OMAR
— Pronto, agora vocês só podem começar a me pagar no mês que vêm e
efetuar...
Uma viúva chega apressada com a fala chorosa.
OMAR
— (nervoso)O que a senhora faz aqui no meu escritório sem ser convidada?
VIÚVA
— (chorosa)Eu perdi meu marido.
Omar deixa de ser sério para ficar mais piedoso.
19
OMAR
— (piedoso)Me desculpe, eu não sabia. Ele morreu de que?
VIÚVA
— (chorosa)Ele morreu do coração, porque ele tinha problemas do coração.
Omar
levanta e caminha em direção da viúva e a abraça.
OMAR
— (carinhoso)Não se preocupe, pense que ele foi para um lugar melhor.
Quantos anos ele tinha?
VIÚVA
— (chorosa)Meu marido era velinho, só tinha 26 anos.
SUZANE
— (levanta, desconfiada)Espera um minuto, se ele era um jovem de 26
anos, como ele tinha problemas do coração?
A viúva secas as lágrimas.
VIÚVA
— (nervosa)Como você ousa desconfiar de mim, mocinha, eu poderia ser a
sua mãe, porque eu tenho 46 anos.
ANDREAS
— Minha irmã tem razão, isso parece meio suspeito, você não acha mana.
SUZANE — (sorrindo)Mas é claro(pegando o
celular)tanto é que eu vou chamar a polícia para eles averiguarem isso.
Suzane
disca os números e coloca o celular no bocal. A Viúva fica tensa.
Corta para:
Planos alternados com James no ESCRITÓRIO
DO DELEGADO (INTERIOR DIA). O rosto de James deve ser enquadrado de
forma bem marcante. Tom paciente ao atender o telefone.
JAMES
—(tel) Alô, quem está falando?
SUZANE
—(tel) Alô, é o delegado James que está falando?
JAMES
—(tel) Sim, é ele que está falando, qual é a denúncia minha senhora?
SUZANE
—(tel) É que estou aqui com uma viúva de 46 anos que perdeu o marido.
JAMES
—(tel) Ele foi assassinado?
SUZANE
—(tel) Eu acho que sim, porque ele tinha 26 anos o dobro da idade da
viúva e ainda por cima morreu
20
de
problemas do coração.
JAMES —(tel) A senhora fez muito bem em ligar
pra mim, porque isso parece muito suspeito, um jovem de 26 anos morrer de
problemas do coração.Quem está falando?
SUZANE
—(tel) Suzane Pacheco.
JAMES
—(tel) Suzane Pacheco. Bom, senhorita Pacheco, o investigador Gilberto
quer falar com você sobre os fios de cabelo encontrados no escritório de sua
mansão.
SUZANE
—(tel) Meu irmão e eu já demos nosso depoimento para seu investigador
sobre isso.Então vocês vão mandar alguém aqui averiguar o ocorrido?
JAMES
—(tel) Um policial foi averiguar um possível dependente químico em uma
universidade portando maconha. Não se preocupe que eu vou manda um alerta de
rádio para ele ir para a funerária.
SUZANE
—(tel) Muito obrigada (desligando) Daqui a poucos minutos a polícia vai
chegar aqui e a senhora estará perdida.
A Viúva
que ainda se encontrava abraçada com Omar, ficou tensa.
Corta para:
CENA26. UNIVERSIDADE. LANCHONETE.
EXTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena 17 estão presentes no local.
Vinícius ainda continua encarando seus amigos com olhar severo. Um policial
militar chega todo fardado.
POLICIAL
—Bom dia, qual de vocês que fez a denúncia?
MIGUEL
— (levantando o dedo) Fui eu e não me arrependo.
POLICIAL
— Então aponte quem o drogado que trouxe droga aqui pra faculdade.
MIGUEL
—(apontando para Vinícius) Foi ele.
POLICIAL
— Então foi o senhor que trouxe a maconha pra cá.(tom firme)Abra sua
mochila agora.
Vinícius abre sua mochila. O policial revira a mochila.
POLICIAL
— Parece que aqui não tem maconha.
21
MIGUEL
— (surpreso) Não tem!
POLICIAL
— (tirando as drogas) Não tem
maconha, tem um pacotinho de cocaína, e duas pedrinhas de crack.
VINÍCIUS
— Eu disse que não havia trazido nenhum baseado.
POLICIAL
— É mesmo. Me mostre seus documentos.
Vinícius abre sua carteira e entrega seus documentos. O policial olha
para a data de nascimento e fala.
POLICIAL
— Pelas minhas contas você tem 20 anos e infelizmente você está preso.
O policial algema Vinícius.
VINÍCIUS
— Não se preocupe, porque em breve em estarei em liberdade.
RAFAEL
— Esse é o problema desse país chamado Brasil, o país da impunidade,
hoje você é preso por porte de drogas e amanhã você é solto.
Vinícius é retirado do local pelo policial.
Corta para:
CENA27. FUNERÁRIA BATISTA.
ESCRITÓRIO DO OMAR. INTERIOR. DIA
Os mesmos da Cena 26 estão presentes no local.
A Viúva ainda está tensa depois da ligação que Suzane fez para a polícia. Eles
esperam durante algum tempo pelo policial.
SUZANE
— (olhando para o relógio) Nossa, esse policial está demorando.
VIÚVA
— (sussurrou) Ainda bem que ele ainda não chegou.
ANDREAS
— Então quer dizer que você não quer o policial aqui minha senhora?
VIÚVA
—(tensa) É claro que eu quero o policial aqui, porque não ia querer.
SUZANE
— Porque a senhora parece muito tensa até parece que matou seu marido
novinho.
VIÚVA
—(berra) Eu não o matei!
SUZANE
—(berra) Você o matou sim! Como se explica ele ter morrido de problemas
do coração.
22
A viúva se afasta de Omar.
VIÚVA
— Por acaso você está insinuando que eu o teria envenenado.
SUZANE
— Talvez. Porque existem venenos que atingem o coração.
OMAR
— Eu acho meio improvável ela usar veneno, porque ele poderia ser
detectado no exame.
ANDREAS
— Existia uma planta que foi usada nos anos 50 para tratamento do
coração e se usada em grandes doses pode causar ataque cardíaco e não deixar
vestígio no corpo.
OMAR
— Mas isso é coisa da novela Alma Gêmea.
SUZANE
— Na novela Alma Gêmea, havia uma bruxa que fazia um veneno partir de
uma planta.
O policial chega.Todos veem.
SUZANE
— Até que enfim você chegou senhor policial,(apontando para a Viúva)
essa mulher está tentando nos enganar.
VIÚVA
— Eu não estou enganando ninguém, policial é essa moça que está falando
mentiras a meu respeito.
POLICIAL
— Nós vamos averiguar essas tais mentiras na delegacia. Me acompanhem
por favor.
Corta para:
CENA28. VILA NOVA.RUA
PRINCIPAL.EXTERIOR.DIA
Os mesmos da Cena Anterior menos Omar estão
presentes. A viatura da polícia militar está estacionada defronte à funerária.
O policial abre a porta da viatura e fala.
POLICIAL
— Agora vocês podem entrar na viatura.
VIÚVA
—(irritada)Eu não vou entrar nessa viatura de jeito nenhum.
POLICIAL
—(cruzando os braços)É mesmo. Se a senhora não entrar nessa viatura será
considerada culpada “dessas mentiras” que dizem sobre você.
A Viúva encara o policial, mas entra na viatura.
Corta para:
Pg.23
CENA29. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO
DO DELEGADO. INTERIOR.DIA
No escritório do delegado. O delegado James
interroga Vinícius em um tom firme. As drogas estão em cima da mesa.
JAMES — Então, meu rapaz. O que o senhor tem a
me dizer sobre essas drogas que estão aqui na
minha mesa.
VINÍCIUS
— Eu vou exercer meu direito de ficar
calado.
JAMES
— Quer dizer que você não vai falar nada.
Vinícius nega com a cabeça. James levanta e vai até o frigobar.
JAMES
—(abre o frigobar)Sabe o que eu faço com
pessoas que
dizem o que você acabou de dizer?
VINÍCIUS
— Não.
James
tira um vidrinho do frigobar e volta a sentar na mesa.
JAMES
—(mostrando o vidrinho) Você sabe o que é
isto?
VINÍCIUS
— Eu não faço a mínima ideia do que seja.
JAMES
—(largando o vidrinho na mesa) Isso é uma
droga que
induz a pessoa a falar a verdade.
VINÍCIUS
— Sódiopentotal.
JAMES
— Não. Sódiopentotal causa efeitos
colaterais,
essa droga não; essa droga basta ser injetada no organismo e dois minutos
depois a pessoa será obrigada a falar a verdade. E então você vai colaborar?
VINÍCIUS
— Tudo bem, eu falo. Tudo começou em casa
quando...
Vinícius fala fora do áudio.
Corta para:
Pg.24
CENA30. DELEGACIA DA PM. SALA DE
ESPERA. INTERIOR. DIA
Os mesmo da Cena 28 estão presentes. Um local
onde há muita conversa. O policial leva Suzane, Andreas e a Viúva até algumas
cadeiras.
POLICIAL
—(apontando para as cadeiras) Sentem-se
aqui e
esperem que eu vou chamar o delegado para resolver o caso.
O
policial sai de perto deles e vi até o escritório do delegado.
Corta para:
2º INTERVALO COMERCIAL
CENA31. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO
DO DELEGADO/SALA DE ESPERA. INTERIOR.DIA
Os mesmos da Cena 29 estão presentes no local.
James ainda continua interrogando Vinícius sobre as drogas na mochila.
VINÍCIUS
— E foi assim que as drogas vieram parar
na minha
mochila.
JAMES
— Ah. Então quer dizer que você comprou
as drogas
de um traficante e ia consumi-las.
VINÍCIUS
— Exatamente senhor delegado.
Há batidas na porta.
JAMES
— Entra.
O policial entra no escritório e fala.
POLICIAL
— Boa tarde, delegado, eu trouxe a viúva
que
supostamente dizem que o marido morreu de problemas do coração, mas também
dizem que a viúva o matou.
JAMES
— Então pode mandá-la entrar e você
senhor
Vinícius pode esperar lá na sala de espera.
Vinícius sai. Corta para SALA DE ESPERA
POLICIAL
— A senhora pode entrar.
Pg.25
A viúva
levanta da cadeira e vai em direção ao escritório do delegado e entra com o
policial fechando a porta.
Corta para:
CENA32. INSTITUO DE CRIMINALÍSTICA
DO RJ. ESCRITÓRIO DE GILBERTO. INT. DIA
Gilberto está diante do resultado de DNA que
foi feito dos fios de cabelo na qual o resultado foi “DNA MASCULINO IDÊNTICO”.
Gilberto começa a pensar.
GILBERTO
—(pensa)Será que Suzane teria um
namorado que não contou pra nós?
Catarina entra e vai em direção à Gilberto que está distraído.
CATARINA —(preocupação)Gilberto, você está bem?
Gilberto volta a si.
GILBERTO
— Desculpe nem vi que você estava aí, mas
o que você queria me dizer?
CATARINA
— Se você descobriu algo sobre o exame de
DNA feito
dos fios de cabelo encontrado no
escritório da Mansão.
GILBERTO
— Nada, mas suspeito que Suzane tenha um
um namorado secreto.
CATARINA
—(surpresa)Você acha?
GILBERTO
— Mas para ter certeza (pega o celular)Vou
ligar para ela.
Gilberto disca os números.
Planos alternados com Suzane na SALA
DE ESPERA (INTERIOR DIA).O
rosto de Suzane deve estar enquadrado de forma natural. Tom irritante e ao
mesmo tempo paciente.
GILBERTO
—(tel)Alô.
SUZANE
—(tel)Quem está falando?
GILBERTO
—(tel)Aqui quem fala é o Gilberto do
Instituto de Criminalística e eu
gostaria
que você viesse aqui responder mais
algumas perguntas.
SUZANE
—(tel)Quantas perguntas você querem que eu
responda? Meu irmão e eu
respondemos todas
as perguntas que vocês fizeram.
GILBERTO
—(tel)São perguntas que podem ou não fazer
de você uma suspeita do crime.
SUZANE
—(tel)Mas vocês já me consideram uma
suspeita de ter matado os meus
pais, de que
adianta ir até aí falar com vocês?
GILBERTO
—(tel)Você pode esclarecer nossas dúvidas.
SUZANE
—(tel)Está bem, eu vou até o Instituto com
o meu irmão para esclarecer “essas
dúvidas”
então tchau.
Suzane
desliga o telefone.
Corta para:
CENA33. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO
DO DELEGADO. INT. DIA
O delegado James interroga a viúva em tom paciente
e ao mesmo firme. O policial está parado atrás dela sem reação e sem dizer
nada.
James — A senhora está aqui há dez minutos
tentando me convencer de que não matou
seu marido.Como eu posso acreditar na
senhora?
Viúva —(tensa)Talvez eu não possa explicar.
James — Não pode explicar e por que não?
Viúva — (suspira) Tudo bem eu vou contar tudo
o que na verdade aconteceu.
Corta para:
CENA34. MANSÃO PARREIRO. SALA.
INTERIOR. NOITE
Um rapaz está sentado no sofá esperando algo e
a viúva
chega com dois copos de suco, ela servi um para
ele e outro para ela, o marido jovem toma todo o seu suco.
Viúva —(off)Tudo começou quando meu marido
estava sentado no sofá da sala, e
eu
levei dois copos de suco, um pra e
outro
pra ele e depois que tomou,ele
começou a
ter dor no braço e depois caiu no
chão
morto.
Pg.27
Corta para:
CENA35. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO
DO DELEGADO. INT. DIA
Com a última Cena precedente em OFF. Os mesmo
da Cena 33 estão presentes no mesmo lugar.
Viúva — Foi isso que aconteceu.
James — É mesmo, pois pra mim a senhora fez o
seguinte...
Corta para:
CENA36. MANSÃO PARREIRO.
COZINHA/SALA. INT. NOITE
A viúva estava colocando suco em dois copos,
coloca veneno em um dos copos, colocá-os na bandeja e sai da cozinha.
James —(off)A senhora fez o suco e colocou o
veneno nele e deu a seu marido que
sofreu o ataque cardíaco.
Corta rápido para:
CENA37. DELEGACIA DA PM. ESCRITÓRIO
DO DELEGADO. INT. DIA
Com a última Cena precedente em OFF. Os mesmos
da Cena 35 estão presentes no mesmo local.
Viúva — Está bem, eu vou contar a verdade.
Tudo começou quando eu descobri que
meu
marido estava me traindo com uma
menina
mais nova que eu. Então eu pensei,
se
ele não pode ficar comigo, não
ficar com
mais ninguém!
James —
Então nesse caso a senhora está presa.
Policial pode algemá-la.
O policial algema a viúva que é levada para fora do escritório.
Corta para:
CENA38. VILA NOVA. RUA PRINCIPAL.
EXTERIOR. DIA
“Hoje eu quero trair” como trilha incidental. André
caminha pela RUA PRINCIPAL sem camisa e com apenas uma calça jeans
(exibindo os músculos) e sorrindo. Corta descontínuo para Marta que está
varrendo a sua calçada e vê André passando e fala.
Marta —(berra)Oh! Lá em casa. Quero ver essa
saúde toda lá na minha casa.
Luciano aparece e ouve o que ela diz.
Luciano —(sarcasmo)É mesmo.
Marta — Ai, que susto, bem.
Luciano — É mesmo. Pois da próxima vez que você
fizer o que fez, eu vou dar um soco
na
sua cara!
Jorge aparece caminhando com uma mochila nas costas e para na frente de
sua casa.
Marta —(deboche) Até que enfim você chegou e
por que não vai embora de nossas
vidas?
Jorge —(irritado)Porque eu ainda dependo de
vocês, mas não se preocupem, porque
quando eu estiver na faculdade, eu
vou
tá em uma república e quando eu
conseguir um emprego ótimo
finalmente
estarei livre de vocês!
Jorge da um encontrão na mãe e entra em sua casa.
Corta para:
CENA39. CASA DOS ROCHA. SALA.
INTERIOR. DIA
Sem movimentação no local. Rosa está sentada no
sofá ao lado de Antonela como se esperassem algo, Benjamin chega com a mochila
nas costas e André chega depois e sem camisa.
Rosa — Põe essa camisa, meu filho, eu sei que
você é bonito, mas seu irmão fica
com
inveja.
André —(sorrindo)Mãe, o que é bonito é pra ser
mostrado, né?
Antonela — Bonito você é, mas... nem chega
perto do Rodrigo Simas.
Rosa — Vocês é quem sabem (pegando a bolsa)
eu vou para o salão da Pamela
tratar o
meu cabelo.
Benjamin — Então, nesse caso que a senhora
fique bem bonita.
André — Nossa querida mãe não precisa ficar
mais bonita, ela já tem uma beleza
natural incrível e negra ainda por
cima
isso a deixa ainda mais bonita.
Rosa —(sorrindo)Meus filhos... desse jeito.
Eu fico com completamente sem fala.
Venham aqui deixa eu abraçar vocês.
Os dois se aproximaram de Rosa para abraçá-la. Logo os três afastam.
Rosa — Agora eu tenho que ir no salão
(aproximando da porta).
A porta abre e Júlio entra distraído com as contas em suas mãos e dá um
encontrão em Rosa que cai no chão.
Júlio — Me desculpe, amor eu nem vi que você
tava aí, eu tava tão distraído com
as contas que chegaram hoje.
Rosa —(levantando)Quer dizer que para as
contas de casa você está sempre
disposto a abrir o bolso,(grita)
mas
pra sua família você é um
verdadeiro
sovina!
Júlio — Eu tenho que ser assim, porque...
senão vamos acabar todos na rua.
Corta para:
CENA40. SALÃO DA PAMELA. CADEIRA DE
ESPERA. INT. DIA
Rosa está sentada na CADEIRA DE ESPERA
esperando alguma cadeira do salão ficar vazia, até que uma cliente de Vanessa deixa
o salão e ela chama por Rosa fazendo um sinal com a mão e Rosa vai em direção à
cadeira bem apressada e senta.
Rosa —(mexendo nos cabelos) E aí quais são
as novidades de hoje?
Vanessa — Menina se eu te contasse, tu não
iria acredita. Sabe aquela tal de
Marta
Caruso? Ela agrediu verbalmente o
filho
Jorge de novo e fiquei sabendo que
ele
revidou as ofensas da mãe.
Rosa — Mas isso é sério? Eu conheço a Marta
há mais de 15 anos, nunca vi ela
maltratar ninguém, nem mesmo o
próprio
filho que ela diz amar do fundo do
coração. Puxa, então ela foi falsa
esse
tempo todo.
Pamela —(parando o que está fazendo)Pois é,
amiga a falsidade pode vir de um
lugar
onde você menos espera. Certa vez
eu
tinha um namorado que ainda falava
com
a ex-namorada escondido de mim e
quando
fiquei sabendo, quando ele resolveu
voltar pra ela, nesse caso pra ex.
Rosa — Mas também, né, amiga, porque você
não fez como Stacey Holt.
Vanessa — Quem é essa tal de Stacey?
Rosa — Stacey Holt foi uma personagem do
filme A Agenda Secreta do Meu
Namorado
onde a personagem era enganada pelo
namorado, onde ele ainda falava com
as
ex-namoradas e Stacey foi descobrir
isso tudo bisbilhotando a agenda
eletrônica dele.
Pamela — Menina, eu vi esse filme e achei o
máximo o trabalho da Brittany
Murphy,
foi uma pena que ela morreu.
Corta para:
CENA41. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA
DO RJ. SALA DE INTERROGATÓRIO.INT. DIA
Suzane e Andreas estão sentados embaixo da
lâmpada. Gilberto está sentado defronte a eles, Sara está de pé com uma fala
prolixa.
Sara — Então, queremos saber se você,
Suzane tem um namorado escondido
dos
seus pais.
Suzane — Não.
Andreas — É mentira dela. Ela tem um namorado.
Gilberto — Então a senhorita pode nos dar o
endereço ou o telefone dele.
Suzane faz sinal de que precisa de papel e caneta.
Gilberto — Você quer papel e caneta?
Suzane afirma com a cabeça.
Sara —(entregando seu celular)Então use o
meu celular para escrever o
endereço.
Suzane tecla o endereço no celular e devolve para Sara.
Gilberto — Só por curiosidade, qual é o nome do
seu namorado?
Suzane —
Cristiano Cravel.
Sara — Hoje mesmo vamos falar com seu
namorado e perguntar pra sabermos
se
ele sabe de alguma coisa sobre o
assassinato de seus pais. Vocês
dois
podem ir.
Suzane e Andreas saem do local.
Corta para:
CENA42. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA
DO RJ. CORREDOR. INT. DIA
Suzane está furiosa com Andreas e ele não
entende o porque, então decide perguntar.
Andreas — Por que você está tão furiosa,
Suzane?
Suzane para de andar e olha para Andreas com um olhar fulminante e
furioso.
Suzane —
Sabe porque eu estou furiosa? Você
revelou um segredo que não poderia
se
revelado a ninguém. (irritada) Eu
tenho
a minha vida e você tem a sua então
meta-se somente com a sua própria
vida!
Suzane se afasta de Andreas.
Corta para:
CENA43. MANSÃO FERREIRA. SALA.
INTERIOR. DIA
Lúcio está estudando na SALA, a
empregada chega de uniforme e resolve perguntar.
Empregada — Lúcio, o senhor quer alguma coisa?
Lúcio — Não, obrigado.
Moacir chega de terno e uma maleta nas mãos e caminha em direção ao
filho. A empregada se retira.
Moacir — Boa tarde, meu filho.
Lúcio —(levantando, indo em direção ao pai)
Boa tarde, meu pai(abraça o pai),
eu te
amo e muito.
Os dois se afastam.
Moacir — Você resolveu mudar de opinião em
relação a balada hoje à noite.
Lúcio — Eu não vou mudar de ideia, pai, eu
vou aquela balada.
Moacir — Mas meu filho eu já lhe disse...
Lúcio —(corta) Pai chega, eu vou aquela
balada hoje e o senhor não vai me
impedir!
Lúcio senta no sofá. Houve silêncio.
Moacir —(calmo) Meu filho, eu quero que você
tome muito cuidado nessa balada.
Lúcio —(indiferente) Tudo bem, pai eu vou
tomar cuidado.
Moacir sai do local. Lúcio abaixa a cabeça.
Corta para:
CENA44. CASA DOS CRAVEL. GARAGEM.
EXTERIOR. DIA
Um carro está saindo da GARAGEM, Sara e
Júlio, os investigadores, se aproximam perto do banco do motorista e veem
Daniel, irmão de Cristiano, estava prestes a sair, quando viu os
investigadores.
Daniel — Boa tarde.O que desejam?
Sara — Queremos saber se essa é a Rua
Barão.
Daniel — Sim.Por quê?
Júlio — Estamos procurando um tal de
Cristiano Cravel. Você o conhece?
Daniel — Claro que o conheço, ele é meu
irmão. O que vocês querem com ele?
Sara — Queremos saber se ele sabe de alguma
coisa sobre o assassinato do casal
Pacheco.
Cristiano aparece caminhando e os investigadores veem e os dois vão em
direção ao Cristiano.
Júlio — Sr. Cravel, queremos falar com você.
Cristiano — Vocês são quem?
Sara — Somos investigados da polícia
militar.
Cristiano tenta fugir, mas sem sucesso porque é pego por Júlio.
Júlio —(entredentes)Tava pensando em fugir.
Isso só vai piorar pro seu lado.
Vamos
para o instituto que vamos
interrogá-lo
e seu irmão também.
Corta para:
CENA45. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA
DO RJ. SALA DE
INTERROGATÓRIO.
INT. DIA/NOITE
Cristiano
e Daniel estão sentados embaixo da lâmpada.
Júlio está sentado defronte a eles, Sara está
de pé com a fala em tom furioso.
Sara —(furiosa)Vocês vão falar sobre o
envolvimento do assassinato do
casal
Pacheco!
Cristiano — Eu tenho o direito de ficar calado.
Júlio — Então quer que o senhor vai ficar
calado e não dizer nada, tudo bem
isso
é um direito seu.
Daniel — Cristiano, você não pode guardar
esse segredo, você precisa contar
pra
eles.
Cristiano — Eu não vou contar pra eles.
Daniel — Se você não contar pra eles eu vou
contar pra eles sobre o assassinato
do
casal.
Cristiano —(furioso)Você vai contar o que! Que
nós matamos aquele casal... Opa,
acho
que falei demais.
Júlio —(sorrindo)Você falou o que queríamos
ouvir, mas tem uma coisa que
queremos
saber. A garota Suzane Pacheco tem
alguma ligação com esse
assassinato?
Daniel — É claro que ela tem, foi ela mesma
que planejou o assassinato dos
pais.
Júlio — Sara, liga para Suzane e manda ela
voltar aqui para prestar novo
depoimento.
Sara —(pegando o celular,colocando no
bocal) Alô, Srta. Pacheco, queremos
que
você e seu irmão voltem aqui para
prestarem mais um esclarecimento.
(sorrindo) A senhorita e seu irmão
vão
vir prestar novo depoimento, tudo
bem,
tchau.
Sara desliga o celular.
Aqui já é noite,mostrar pela luz. Júlio e Sara, os investigadores estão
esperando Suzane e Andreas para o depoimento.
Sara — Mas essa garota está demorando
demais. O que será que houve?
Catarina bate na porta, Sara abre, Catarina entra e as duas encaram-se.
Catarina —(falando ao ouvido)Suzane acabou de
chegar com o irmão.
Sara —(falando ao ouvido) O que eles
estavam fazendo?
Catarina — Parece que estavam fazendo compras?
Júlio — O quê?...Eles demoraram esse tempo
para ficar comprando coisas no
shopping. Nesse caso chame eles.
Catarina sai do local.
Corta para:
CENA46. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA
DO RJ. SALA DE
ESPERA.
INT. NOITE
Suzane e Andreas estão sentados e sem sacolas
de compras (porque elas estão no carro). Catarina chega para chamá-los.
Catarina — Boa noite, pessoal. Finalmente vocês
dois chegaram, estávamos à espera
dos
dois, venham comigo.
Suzane e Andreas levantaram-se e seguiram Catarina.
Corta para:
CENA47. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA
DO RJ. SALA DE
INTERROGATÓRIO.
INT. DIA
Os mesmos da Cena 45 estão presentes no mesmo
lugar. Catarina, Suzane e Andreas entram. Suzane fica tensa ao ver Cristiano e
Daniel, mas não deixa se intimidar pelo fato dois estarem no local.
Suzane — O que querem comigo dessa vez?
Sara —(apontando para os irmãos)Sabe
aqueles dois ali? Eles disseram que
você planejou o assassinato dos
seus
pais.
Suzane —(tensa) Gente, isso é absurdo, eu não
poderia ter planejado o assassinato
dos
meus próprios pais, isso é fantasia
desses dois irmãos.
Júlio —(desconfiado) Como você sabe que
esses dois são irmãos?
Suzane — Eu sei porque foi isso que Cristiano
me falou que os dois eram irmãos.
Sara —(irritada) Pare de nos enrolar e diga
logo sobre seus pais!
Suzane encara todos com um olhar frio e gélido.
Suzane —(friamente) Você quer a verdade?...
Então aí vai...Eu planejei a morte
dos
meus pais, isso mesmo, fiz e não me
arrependo e se possível faria tudo
outra vez.
Andreas encara Suzane com um olhar severo.
Andreas —(irritado) Como você ousa planejar o
assassinato dos nossos pais, você
realmente não tem coração, sua
vadia!
Suzane —(friamente) Eu tive que namorar
escondido dos nossos pais porque
eles
contra o meu namoro com o Cristiano
e
você sabia disso o tempo inteiro,
eu
deveria ter matado você também,
dessa
maneira eu seria a única herdeira
dos
R$200 milhões de reais que é
patrimônio
da nossa família.
Andreas —(irritado) Você disse muito bem,
“nossa família”, mas se depender de
mim
vai ser apenas minha família,
porque eu
vou fazer o possível e impossível
para
que você não receba nada desse
patrimônio...Entendeu nada!
Andreas dá um encontrão em Suzane e sai do local furioso.
Catarina — Bom, nesse caso os três estão presos
(algemando Suzane) e tem o direito
de
ficarem calados, tem direito a um
advogado.
Cristiano e Daniel são algemados por Júlio e Sara.
Corta para:
CENA48. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA
DO RJ. CORREDOR.
INT. DIA
Os mesmo da Cena Anterior estão presentes.
Andreas está sentado em banco no meio do corredor, quando Catarina, Sara e
Júlio surgem com Suzane, Cristiano e Daniel estão algemados e sendo levados
para a cadeia. Andreas levanta rapidamente.
Andreas —(grita) Assassinos! Assassinos!
Suzane vira o rosto para não encarar o irmão. Os irmãos Cravel se
mostram arrependidos. Sara para Daniel para fazer-lhe uma pergunta.
Sara — Eu quero saber, onde foi que vocês
esconderam a arma do crime?
Daniel — Ela está enterrada no quintal da
nossa casa.
Sara e Daniel continuaram andando.
Corta para:
CENA49. MANSÃO FERREIRA. SALA. INTERIOR.
NOITE
Lúcio espera impaciente pela sua namorada, ele
levanta e senta a todo o momento. Fernanda toca a campainha, Lúcio vai atender
e é surpreendido por confetes dos amigos e da namorada.
Lúcio —(com olhar severo) Não achei graça
nenhuma.
Jairo — Cara, deixa de ser besta claro que
teve graça é você que sabe brincar,
deve tá chateado porque nunca foi à
nenhuma balada.
Lúcio — Eu não estou chateado é porque é
minha primeira vez que eu saio de
casa.
Fernanda — Não vamos perder tempo e vamos logo
para a balada e dançar muito.
Lúcio —(sorrindo)
Então vamos.
Lúcio, seus e sua namorada saem.
Corta para:
CENA50. DISCOTECA. PISTA/ÁREA VIP.
INTERIOR. NOITE
Os mesmo da Cena Anterior estão presentes.
Música eletrônica alta, figurantes dançando. Lúcio fica fascinado com o que vê.
Lúcio —(berra) Tudo aqui é tão bom!
Kamila —(berra) E vai ser ainda se melhor
se você dançar.
Lúcio —(berra) Eu não sei dançar música
eletrônica e ainda mais esse tipo de
música.
Jairo —(berra) Mas disse que queria vir para
uma balada eletrônica.
Lúcio —(berra) Vamos para a área VIP
conversar melhor.
Corta descontínuo para ÁREA VIP.
Lúcio e seus amigos chegam na Área VIP (onde o som é mais baixo). Sentam na mesa
redonda.
Jairo — Explica agora essa história da
balada.
Lúcio — Você entendeu errado, eu queria ir
para uma balada funk e não para uma
balada eletrônica.
Kamila — Eu detesto funk. Prefiro mais
eletrônica que tem mais balanço do
que
o funk.
Lúcio — Quer saber, vamo embora porque isso
aqui já deu.
Corta para:
CENA51. RUA CARIOCA. EXTERIOR.
NOITE
O carro de Lúcio vem em alta velocidade, o
semáforo que estava vermelho passa para o verde e segue, mas na outra rua seguia
outro carro em altíssima velocidade, mas para ele o sinal estava fechado e
mesmo assim ele segue e bate no carro de Lúcio que capota.
Corta para:
CENA52. MANSÃO FERREIRA. QUARTO DE
MOACIR. INT. NOITE
Moacir dorme, o celular toca, ele acorda e
atende o telefone.
Moacir —(sonolento) Alô, quem fala? Ah sim e
o que eu tenho haver com isso.
(muda a
expressão) O quê? Isso não é
possível.
Corta.
FIM DO CAPÍTULO